São Paulo - A diretoria do Palmeiras não vai cometer loucuras na hora de fazer contratações para 2006. O sonho de investir pesado foi brecado pelo Conselho do clube. A ordem é manter a política 'pés no chão' e não priorizar apenas o futebol, em detrimento da parte social. Grosso modo, uma repetição da política do ''bom e barato'' do ex-presidente Mustafá Contursi, que hoje comanda o Conselho Deliberativo. O técnico Emerson Leão já foi avisado. ''Infelizmente, não estamos nadando em dinheiro'', comentou o técnico, resignado, após o treino da última terça-feira.
Segundo o diretor de futebol Salvador Hugo Palaia, a meta é não aumentar o valor da folha salarial. Por essa razão, o próprio Leão se incumbiu da função de estudar a folha e eliminar aqueles que não contribuem na relação custo-benefício (os que ganham muito e jogam pouco).
A meta é usar os altos salários daqueles que forem dispensados para pagar os vencimentos de novos jogadores. ''Economizando R$ 200 ou R$ 300 mil aqui, podemos usar isso para investir ali'', disse Leão.
Segundo o treinador, com R$ 100 mil por mês o Palmeiras consegue um bom reforço, desde que este não tenha vínculo com outro clube (o chamado ''passe livre''). É o caso de Paulo Baier, do Goiás.

mockup