São Paulo - Depois de três empates seguidos no Brasileirão, incluindo o clássico de domingo com o Palmeiras, o São Paulo aposta na volta do meia Lucas para reencontrar o caminho das vitórias. Ele já cumpriu suspensão e está confirmado no time para o jogo desta quarta-feira, contra o Ceará, pela Copa Sul-Americana.
Com perdeu por 2 a 1 no jogo de ida, em Fortaleza, o São Paulo precisa ganhar do Ceará na quarta-feira, no Morumbi, para avançar na Copa Sul-Americana. Depois, o time já tem o clássico com o Santos, domingo, na Vila Belmiro, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.
''São duas decisões. Primeiro, temos o Ceará e precisamos vencer para continuar na disputa deste campeonato importante, que é o caminho mais curto para chegar na Libertadores. Depois é o Santos, atual campeão da Libertadores. Vão ser duas decisões'', avisou Lucas, o grande astro são-paulino.
Suspenso, Lucas ficou na torcida no clássico com o Palmeiras. ''A gente esperava a vitória, mas era um clássico e o time enfrentou uma equipe forte. Nossa equipe lutou bem nos 90 minutos. É ruim ficar fora, mas agora é levantar a cabeça e trabalhar forte nesta semana para os próximos jogos'', disse.
Agora, porém, o técnico Adilson Batista poderá contar com a volta de Lucas, assim como dos jogadores da seleção brasileira Sub-20, que conquistaram o título mundial no último sábado, na Colômbia, e também retornam. E o volante Casemiro e o zagueiro Bruno Uvini chegam já para entrar no time titular.
Henrique
Eleito melhor jogador da Copa do Mundo Sub-20, o atacante Henrique, que também foi artilheiro do torneio com cinco gols, não se apresentou ao São Paulo ontem. O jogador disse que pediu folga e mudou o discurso sobre sair do clube.
''Eu quero jogar. Ser titular vai depender do meu trabalho. Só peço uma oportunidade. Estou no São Paulo há três anos e nunca fui aproveitado. Eu gosto do clube, tenho carinho pelos torcedores e não tenho nenhuma reclamação. Mas quero uma oportunidade'', disse o jogador.
Henrique falou também sobre o tempo de contrato com o clube e disse que já encerrou o acordo. O jogador assinou com o clube aos 16 anos por cinco anos, mas, segundo as regras da Fifa, o documento tem duração máxima de três anos.
''Pela minhas contas, o contrato já acabou. No papel ainda faltam dois anos. Eu cumpri três e não sou obrigado a cumprir os outros dois anos'', disse Henrique, que falou o lado pessoal também vai pesar. ''Precisa ver meu lado. Tenho família. As pessoas tem de entender que a vida de um jogador dura 12 anos. Primeiro quero resolver minha situação. Se der tudo certo, quero voltar a jogar o mais rápido possível'', finalizou.

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