Para deputado, filantropia é populismo barato
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
A filantropia de Wanderley Luxemburgo, que resolveu financiar o time de basquete de Jundiaí, foi interpretada pelo presidente da CPI da CBF/Nike, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como um populismo barato para tentar limpar sua imagem depois de tantas denúncias. Acho muito bom ele ajudar o time, mas se ele quisesse ajudar a Nação, deveria pagar todas as suas dívidas para a Receita Federal, quitando todos os impostos que está devendo, fuzilou.
Rebelo acusou Luxemburgo de estar usando uma tática comum entre empresários sonegadores. Eles sempre fazem isso. Estão devendo impostos, mas ajudam o terceiro setor para tentar ganhar a opinião pública, afirmou o deputado.
Na semana passada, o presidente da CPI do Futebol no Senado, Álvaro Dias, disse que o treinador não deveria ter voltado ao futebol sem que todas as denúncias contra ele tivessem sido esclarecidas.
As primeiras investigações da CPI do Senado indicaram que Luxemburgo pode ter sonegado imposto de renda entre 1994 e 1999. O treinador teve uma movimentação bancária de R$ 18,8 milhões contra rendimentos de R$ 8,5 milhões que constam nas declarações de Imposto de Renda.


