Para cientista, é uma forma de ficar na mídia
O cientista político e professor da Faculdade Pítagoras em Londrina, Marco Rossi, aponta a necessidade de ficar em evidência como um dos motivos para que tantos ex-atletas tentem carreira na política. Segundo ele, muitos não conseguem ficar longe dos flashes. ''É um fenômeno que não atinge só atletas. É um setor dos decadentes, dos esquecidos. Há ainda artistas, ex-sucessos de outras épocas, que buscam na política uma forma de voltar à cena'', avaliou. ''Uma forma de ganhar de ganhar dinheiro e voltar à frente dos holofotes''.
Rossi citou o exemplo de São Paulo. Ao assistir a propaganda eleitoral gratuita, o eleitor vai se deparar com um festival de gente famosa pedindo voto. Atletas, humoristas, cantores, atores. Uma prova disso é o sucesso do palhaço Tiririca, que está disparado nas pesquisas de intenção de votos para deputado federal. No Rio, quem anda no topo dos levantamentos é Romário. ''Tem gente que entra pela ideia de que a política está banalizada pela corrupção, pela indiferença do eleitor. Não é uma saída por idealismo, mas sim pessoal. No esporte, o sujeito fica velho com 30 anos. A gente sabe que apenas 2% ou 3% dos jogadores ganham na carreira o suficiente para levar a vida depois que param e precisam complementar os ganhos'', concluiu. (T.M.)





