Para Cenci, LEC conseguiu equilíbrio para 'embalar'
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quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
''O pior já passou''. ''Dos sete adversários até agora, cinco são times de ponta no campeonato''. ''O time atingiu o equilíbrio entre a defesa e o ataque''. ''Agora é hora de embalar''. O otimismo tomou conta do técnico do Londrina, Ivair Cenci, às vésperas da 8rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, que marca a chegada ao fim do primeiro terço de compromissos do time na fase de classificação.
''Nesta primeira parte do campeonato, nós tivemos que colocar em campo um time com o preparo físico um pouco abaixo do ideal, o grupo não se conhecia muito bem, depois enfrentamos o problema da gripe de alguns jogadores, além do que os primeiros adversários eram times qualificados, com folhas salarias bem mais altas do que a nossa'', enumerou Cenci.
O treinador se defendeu das críticas sobre seu suposto defensivismo a equipe chegou a atuar com apenas um atacante e em outras oportunidades com três meias-defensivos e três zagueiros alegando nas primeiras rodadas que a equipe não tinha consistência para se expor. ''Se tivéssemos jogado com o 4-4-2 desde o início, teríamos hoje 2 ou 3 pontos'', estimou, com convicção.
Para Cenci, os jogadores já estavam correspondendo defensivamente e no aspecto de vontade e determinação. A evolução ofensiva foi o último ponto para se atingir o equilíbrio entre o ataque e a defesa. ''Agora temos confiança para ganharmos dentro ou fora de casa''.
Para o meia Marcelo Silva, que fez críticas ao comportamento defensivo do time antes do jogo no Recife e depois se destacou dentro de campo, o time acordou na hora certa. ''Os jogadores tinham que se manifestar naquele momento, antes da vaca ir para o brejo'', justificou. ''A equipe jogou solta, com alegria. Contra o Anapolina, teremos que continuar com esta atitude para vencer''.
Outro símbolo do crescimento ofensivo do time, o meia Germano, acredita que a forma como o time perdeu para o Fortaleza e a reação demonstrada diante do Santa Cruz uniram definitivamente o grupo. ''Agora estamos fechados: o ataque ajuda o meio-campo e o meio-campo ajuda a defesa''.


