Para Cenci, Guarany é um adversário perigoso
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de outubro de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Um time do interior cearense preocupa o Londrina. O cartel não é de assustar. Até entrar em campo na noite de ontem contra o Mogi-Mirim, o retrospecto registrava 20 jogos, quatro vitórias, cinco empates e 11 derrotas. Mas o técnico Ivair Cenci está tentando convencer o elenco alviceleste de que o Guarany (de Sobral), o 21º adversário do LEC na Série B do Campeonato Brasileiro, quinta-feira, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), é um desafio e tanto para seus comandados.
O temor da comissão técnica do Tubarão cresceu após a convincente vitória dos cearenses vice-lanternas da competição sobre o América-MG na última sexta-feira. Na ocasião, o Guarany superou em seus domínios a equipe mineira por 3 a 1.
``Já havia alertado os meninos e no final de semana usei o jogo contra o América como exemplo. Será um jogo muito difícil e muito importante. Para haver a arrancada final, temos que dar o primeiro passo``, disse. ``Para vencer, é preciso respeitar quem está do outro lado.``
Ao mesmo tempo que o resultado aumentou sua preocupação, foi considerado ``ótimo`` por Cenci. O treinador disse que tudo leva a crer que se o Londrina fizer sua parte, o adversário direto pela oitava vaga será mesmo o Remo, de Belém. ``Eles têm dois jogos em casa relativamente fáceis Americano e Guarany mas em compensação dois jogos fora muito difíceis União São João e CRB``, analisou. ``Eles farão no máximo 39 pontos``. Pelos cálculos do técnico, seu time terá que vencer no mínimo quatro das cinco partidas que restam.
No treino tático de ontem, Cenci deu outra indicação que deve manter o time que começou jogando diante do Náutico, com três zagueiros, dois meias-defensivos e o meia-ofensivo Wesley com mais liberdade de ação ofensiva. Durante o treinamento, ele sacou um dos zagueiros, no caso Jozimar, mas pode ser Dé, para a entrada do meia Joel.
``Ele (Joel) é uma opção porque cadencia o jogo, mantém o meio-campo com a posse de bola. Talvez vamos precisar de um jogador destas características para vencer``, avaliou Cenci, que, no entanto, admitiu que as chances de manter o time e repetir a formação inicial da última rodada é maior.
No final do treinamento coletivo, Cenci voltou a trabalhar especificamente arremates. Mais uma vez, ele usou seus dotes de ex-jogador para cruzar a bola para finalizações de atacantes e meias. O aproveitamento foi sofrível. ``Eles vão continuar treinando amanhã (hoje). Quero que quando chegar o jogo eles já saibam como bater na bola. Quero que eles entrem em campo com a situação de jogo mentalizada``, aposta.


