Quarta-feira, embalado e empolgado. Ontem, desclassificado e desmotivado. O São Paulo, que colecionava bons resultados sob o comando do técnico Paulo César Carpegiani e animava a torcida, busca, agora, explicações para a derrota por 3 a 1 para o Vasco, quarta-feira à noite, no Morumbi, que custou o fim do sonho de disputar a final do Torneio Rio-São Paulo. ‘‘Pagamos um preço alto pela falta de gana e vontade’’, resumiu Carpegiani. ‘‘O time tinha de aguentar um pouco mais.’’
O comentário do treinador foi um recado para alguns atletas, como os zagueiros Nem e Bordon, que chegaram a pedir substituição a poucos minutos do fim do jogo, quando o São Paulo ainda conseguia o empate por um gol e a classificação.
O atacante França, que deixou o campo aos 33 minutos do segundo tempo, machucado, concordou com Carpegiani. ‘‘Faltou vontade à equipe’’, disse. França, ao menos, consolou-se com o fato de jogado bem e ter participado da jogada do gol de empate.
Mas não foi só vontade que faltou, na opinião de Carpegiani. A desatenção também atrapalhou. ‘‘No segundo gol do Vasco, parecia até que o jogo estava parado’’, lembrou. O meia Vágner passou como quis pela defesa tricolor e ninguém fez nada para segurá-lo. ‘‘Depois deste gol, a equipe ficou desesperada e apagada; falta amadurecimento.’’
Carpegiani tem, agora, a missão de motivar a equipe para a estréia no Campeonato Paulista, dia 7. ‘‘Depois daquela motivação toda, temos de saber lidar com o outro lado, o da desilusão’’, explica.
Para o Campeonato Paulista, o treinador espera contar com todo o elenco, como o volante Alexandre e os meias Raí e Fabiano, os dois últimos quase recuperados de contusão. França voltou a sentir a contusão muscular na coxa direita e voltará ao tratamento médico. O lateral-esquerdo Serginho, desfalque contra o Vasco, também estará recuperado até o dia 7.

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