Para Carpegiani, Edmílson errou e deverá ser punido por agressão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de dezembro de 1999
Por Anderson Couto 
São Paulo, 08 (AE) - Se o técnico do São Paulo, Paulo César Carpegiani, fosse o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), o volante Edmílson seria punido pela agressão ao juiz Oscar Roberto de Godói, na partida diante do Corinthians, domingo, pelo Campeonato Brasileiro. As desculpas do jogador, que garantiu que chutou o árbitro involuntariamente, não convenceram o treinador. "Com as imagens da televisão, fica difícil entender suas explicações", disse Carpegiani.
O treinador conversou com Edmílson logo após a partida. O volante deu sua versão do fato, alegando que Godói pisou no seu pé e ele estava apenas demonstrando o que tinha acontecido. "Mas ficou claro que o Edmílson, de cabeça quente, tomou uma atitude impensada e, agora, dever ser punido pelo erro", ressaltou Carpegiani.
Na súmula do juiz, entregue terça-feira à tarde à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), consta que o atleta agrediu Godói com um chute, o que lhe poderá custar uma punição de 60 a 360 dias. O julgamento deverá ser em três semanas. Como é reincidente - no ano passado, ficou 29 dias afastado, por agressão ao árbitro Flávio de Carvalho, no Rio-São Paulo -, a pena poderá ser dobrada. O evangélico Edmílson corre até o risco
mínimo, de ser eliminado do futebol.
"Estou tranquilo, pois não fiz nada de errado", declarou o jogador. "O Rubens Minelli (coordenador de Futebol) me disse que recebeu um comunicado da CBF dizendo que a súmula ainda nem foi entregue." Para Carpegiani, a eliminação do futebol seria uma pena muito severa.
Picón - Hoje, o treinador continuou a fase de testes para armar a equipe para o jogo diante do Atlético-PR, sábado à tarde
em Curitiba, pela seletiva da Taça Libertadores da América. A novidade desta vez foi a entrada do zagueiro Picón -, improvisado como volante, no lugar de Jean -, que há um ano não disputa uma partida no time principal.


