Para Carpegiani, ansiedade é o problema da vez no Corinthians
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domingo, 27 de maio de 2007
Cosme Rímoli<br>Agência Estado 
São Paulo - Sinal de alerta no Parque São Jorge. O Corinthians jogou bem melhor que o Atlético Mineiro, consagrou o jovem goleiro Diego, que foi obrigado a fazer grandes defesas. Mas Paulo Cesar Carpegiani identificou um problema grave no empate em 0 a 0, no sábado, no Morumbi. A ansiedade.
Era nítida a enorme vontade dos atletas em conseguir a terceira vitória consecutiva no Brasileiro. A vontade atrapalhou a consciência em vários lances decisivos. ''Falhamos no último passe, no toque decisivo. Meu time é muito jovem e formado por atletas que têm como característica a velocidade. E eles querem ganhar sempre, o que é ótimo. Só que seria importante que o time, em determinados lances, segurasse mais a bola e pensasse melhor o lance. Vamos conversar sobre isso'', avisa o técnico.
Carpegiani adoraria ter no elenco um jogador exatamente como ele nas décadas de 70 e 80. Inteligente e dinâmico meia, ele sabia ditar o ritmo do jogo. Quando precisava, cadenciava, diminuindo a correria dos times que atuou.
Quem Carpegiani poderia utilizar está fora do elenco: Roger. O meia continua treinando separado pelo próprio treinador, que diagnosticou falta de empenho e espírito de grupo.
Carpegiani irá conversar e pedir mais calma nos lances decisivos de William e Everton. Os dois jovens atletas correram muito no sábado, criaram chances. Só que, por pura precipitação da idade, falharam ao tentar concluir o gol de qualquer maneira. Estava claro que a dupla ficou empolgada pelos 21 mil corintianos presentes no Morumbi empurrar o time.
Para desmontar esquemas defensivos, Carpegiani precisa de urgência na contratação de um lateral-esquerdo. A diretoria estuda o que fazer em relação a Gustavo Nery. O jogador voltou da Espanha e ainda pertence à MSI. Nery disse que só foi embora do Parque São Jorge por causa do demitido técnico Leão e que quer voltar ao Corinthians. O entrave está no seu alto salário que recebia quando saiu, perto de R$ 150 mil mensais.
O sonho de Carpegiani é Júnior, do São Paulo. Mas os dirigentes o acham caro, com muita idade (33 anos) e sujeito a contusões. Aliás, ele acaba de sofrer um estiramento.


