O gol de Márcio Alcântara, nos acréscimos da segunda partida decisão de 92 matou o União. A opinião é compartilhada pela maioria dos campeões daquela tarde.
''A torcida começou a comemorar como se fosse um título. Atravessaram o campo de joelhos, gritando é campeão. Aí, sentimos que era nosso (o título)'', rememora o preparador físico José Carlos Venturini.
Muita gente garante que o gol salvador de Márcio foi feitocom a mão. Ele, porém, nega, assim como os companheiros de time. ''Acho que não foi não. O time deles nem reclamou'', observou Venturini.
Márcio, que ficou de fora da terceria partida por ter recebido o terceiro cartão amarelo, revela outra malandragem utilizada no lance. ''Saiu o escanteio, aí encostei no Giacomini (jogador do União Bandeirante) para dar os parabéns. O escanteio foi cobrado, distraído ele não subiu e eu fiz o gol. Ele ficou parado'', contou. ''Foi o gol mais marcante da minha carreira'', emendou.
''O pessoal de Bandeirantes já estava ligando na emissora para tirar sarro. E o gol foi um balde de água fria. Acabou com a motivação'', comentou o locutor Alcir Ramos, da Paiquerê AM, que narrou os gols dos dois jogos finais. (T.M.)

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