Para Belinati, dívidas emperram tudo no clube
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quinta-feira, 02 de julho de 1998
Nelson Cilo 
O futuro do Londrina continua indefinido. O prefeito Antônio Belinati (PDT) recepcionou anteontem à noite alguns representantes da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), mas, depois do encontro, que terminou às 21 horas, ele reconheceu que o futuro do clube depende basicamente de uma solução para as dívidas que chegariam a R$ 2 milhões.
O presidente da SAL, Marcos Alexandre, suposto pivô da crise, não participou da reunião. O apoio de Belinati, comentam, estaria condicionado ao rompimento do contrato de terceirização entre a SAL e o Londrina.
Lá estavam apenas os diretores Mauro Viotto e Marco Antônio Ramondini, além do presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Amaral. Na medida do possível, eu poderia até oferecer meu apoio pessoal ao Londrina. Seria muito cômodo montarmos um time para disputar a Série B do Brasileiro. Só que, com tantos compromissos judiciais, teríamos nossas rendas penhoradas. Antes de mais nada, seria necessário remexer na velha estrutura, disse.
Apesar de tudo, Belinati não esconde uma preocupação: a ausência da equipe na Série B traria consequências negativas para o futebol local. Seria uma vergonha. Seria tão humilhante quanto cairmos para a terceira divisão. É preciso tomar medidas urgentes, urgentíssimas, alerta.
No entanto, nem Belinati sabe quais seriam as primeiras decisões que viabilizariam a presença do Londrina no Brasileiro. Falam que este ou aquele grupo poderia dirigir o clube, mas, oficialmente, desconheço. A marca do Londrina é forte, tudo bem. Só que, nas atuais circunstâncias, não sei se algum patrocinador fosse capaz de assumir a responsabilidade. A menos que haja um bom acordo das dívidas. Mas isso levaria tempo. A Série B começa daqui a um mês. Mesmo assim, vamos discutir todos os problemas e ver se encontramos uma saída rápida, sugere Belinati. Se eu ganhasse R$ 2 milhões na Sena, ficaria mais fácil, ironiza. O que não posso é tocar no dinheiro público, insiste.
O presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Amaral, que adiou a reunião do órgão de hoje para a próxima semana - em pauta, a crise do Londrina - explicou ao prefeito que o time participará do Brasileiro, mas que o apoio dele seria fundamental. Posso garantir que não ficaremos de fora, acredita Amaral.


