São Paulo - Ainda sem conhecer a opinião radical de Zé Roberto, as jogadoras da seleção falaram do assunto musa. Ironicamente, a atleta cuja opinião mais se aproxima da do técnico é a ponta Mari, do Finasa/Osasco, constantemente apontada como musa. Para a jogadora, alguns detalhes, incluindo o fato de uma atleta chamar mais atenção por causa da beleza, podem afetar a harmonia de um grupo. ''Mulher é um bicho esquisito. Às vezes, uma tem inveja da outra pelos motivos mais estranhos'', diz a jogadora.
Mari, no entanto, ressalta que a discórdia nem sempre é alimentada pelo fato de alguém ser mais privilegiada nos dotes físicos. ''Às vezes, a musa nem sempre é a mais bonita, mas a mais simpática. De qualquer forma, como a gente olha uma para a cara da outra todos os dias, nem repara nisso'', diz.
Para outras jogadoras apontadas como musas, caso da ponta Jaqueline, do Rexona-Ades, do Rio, o rótulo é dispensável. Jaqueline diz que só começou a ouvir comentários a respeito de sua beleza na Copa dos Campeões. ''Os comentários surgiram desde a primeira vez em que joguei na Ásia. Mas isso de ser linda ou não interfere em absolutamente nada'', garante. Segundo ela, a dolorosa experiência de passar por duas contusões sérias no início da carreira fez com que entendesse que a beleza não garante sobrevivência no vôlei. ''Entro em quadra para mostrar o meu vôlei.'' (V.Z./A.E.)

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