Para-atletas brilham no tênis de mesa
Com esforço, determinação, superação e talento, Tatiane Aparecida de Freitas e Carolina Santos colhem frutos no tênis de mesa e se destacaram na versão paralímpica do 45º Campeonato Brasileiro de Tênis de Mesa, realizado em Fortaleza. A primeira foi medalha de ouro entre atletas com deficiência intelectual, enquanto a segunda ficou com o bronze entre competidoras com mobilidade reduzida.
Paulista de Paraguaçu, Carol mora há oito meses em Londrina e é atleta da equipe Acel/Atemel/FEL. Ela disputou seu terceiro torneio nacional e ainda está se adaptando ao esporte que conheceu há três anos. Devido a um problema genético, a para-atleta nasceu sem as mãos e os pés. Caminha com a ajuda de próteses e, para jogar, utiliza uma raquete com um apoio em velcro, que fixa no antebraço.
Como compete com rivais que possuem outro tipo de deficiência, ela ainda sente um desequilíbrio nos confrontos, mas mesmo assim não se abate. "É muito difícil ainda para mim. As concorrentes têm dificuldade de mobilidade, mas todas têm as mãos, sou a única que não tem. A habilidade que tenho que ter é muito grande por causa disso", confidenciou.
Já Tatiane é atleta do Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece). Há dois anos, ela joga em nível de competição e, com o título no Brasileiro, já começa a sonhar mais alto. Quer uma vaga no ParaPan do ano que vem, no Canadá, que classifica para a Paraolimpíada do Rio, em 2016. "Treinei muito para chegar no meu objetivo, que era esse primeiro lugar. Demorou muito para a ficha cair", resumiu.
Refere-se a jogos específicos para atletas com vários graus de deficiência; termo origina do inglês paralympic, que provém da junção das palavras paraplegic e olympics
Do latim habilitate, é o grau de competência de um sujeito frente a um determinado objetivo; capacidade para produção de soluções para um problema específico
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





