São Paulo - A quase centenária rivalidade entre Palmeiras e Corinthians esquenta até mesmo quando eles não se enfrentam. Quando o time alviverde entrar em campo na próxima quinta-feira para disputar o primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Coritiba, já saberá se o seu rival foi campeão da Libertadores. E, se isso acontecer, a pressão sobre a equipe de Felipão só aumentará.
Na última quarta, os jogadores do Palmeiras acompanharam o empate entre Corinthians e Boca Juniors, na Argentina, e não gostaram do resultado. A torcida, claro, era por um triunfo dos argentinos, que não veio. O primeiro encontro entre Palmeiras e Coritiba, na Arena Barueri, será no dia seguinte daquele que pode ser o dia de maior glória do Corinthians. E a pressão para que os palmeirenses conquistem o título da Copa do Brasil se intensificará.
''A nossa torcida vai cobrar mesmo'', admitiu o meia Felipe, que prefere enxergar também o outro lado. ''Se o Corinthians perder e a gente ganhar, vai ficar melhor ainda''.
E a pressão por título alviverde não está relacionada apenas com uma possível conquista corintiana. A escolha pela Arena Barueri e a má campanha no Campeonato Brasileiro também pressionam o Palmeiras. Os dois pontos conquistados no Nacional praticamente obrigam o time a conquistar a Copa do Brasil. Afinal, apenas isso justifica a boa campanha em uma competição e péssima em outra.
''Tratando-se de um grande clube é inadmissível ficar tantos jogos sem vencer'', disse o gerente de futebol César Sampaio sobre as seis partidas sem triunfo no Brasileirão.
A escolha por jogar o primeiro jogo da final em Barueri é o outro fator que pode jogar contra o Palmeiras. Torcedores e até dirigentes preferiam que a partida fosse disputada em São Paulo, de preferência no Morumbi, mas no final valeu o pedido dos jogadores. ''É um campo menor e melhor para a gente, já que o Coritiba é um time que sai rápido'', explicou o zagueiro Maurício Ramos.

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