Para advogados, o rubro-negro deve disputar o Brasileiro
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segunda-feira, 09 de junho de 1997
Filipe Pimentel Curitiba 
O jurista Valed Perry, especializado em legislação esportiva e um dos autores do Código Brasileiro Disciplinar do Futebol (CBDF), afirma que o Atlético, mesmo com a suspensão imposta pelo STJD, deve ser confirmado no Campeonato Brasileiro deste ano. Segundo ele, a suspensão serve apenas para jogos amistosos. No Brasileirão, o time somente perderia seus mandos de jogo.
Nenhum clube tem que pedir inscrição para participar do campeonato. Ele já está automaticamente inscrito pelo regulamento e o CBDF obriga o clube a participar de todas as competições nas quais ele esteja inscrito, afirma Perry. Segundo ele, o campeonato brasileiro deste ano já começou. O regulamento já existe e já aconteceram reuniões arbitrais, com a participação do próprio Atlético, lembrou.
O único problema previsto para o rubro-negro, segundo Valed Perry, é que esta matéria é administrativa, portanto, depende de uma canetada de Ricardo Teixeira. Seria mais ou menos semelhante ao que aconteceu com o Coritiba, em 1989. O alviverde acabou sendo rebaixado por um ato administrativo.
O advogado João Augusto Fleury da Rocha também defende a participação do Atlético no Brasileiro deste ano. O clube já participou dos arbitrais. O problema é que como os auditores do STJD passaram por cima da lei, não se sabe como devem entender esta questão, argumentou. Ele não acredita que o Atlético fique de fora do Brasileirão deste ano. Mas vá saber o que passa na cabeça do senhor Ricardo Teixeira, ironizou.
O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura, entende que a lei do CBDF é claro. O Atlético tem o direito e a obrigação, como está escrito no CBDF, de jogar as competições que estiver inscrito, disse Moura. Ainda assim, ele resolveu mudar o calendário do Campeonato Estadual do ano que vem, passando do primeiro semestre para o segundo, garantindo assim a participação do clube no Campeonato.


