PAPO DE COPA
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de julho de 2006
Rodrigo Lima 
Sim, é hexa!
Mesmo eliminada da Copa da Alemanha, a seleção brasileira é hexa: HEXA bosta desse time não joga nada; HEXAfado esse quadrado mágico; HEXAudade de Pelé, Garrincha, Tostão, Romário, Rivaldo...
Tudo errado
Desde que acompanho e entendo Copa do Mundo, tirando aquele time horrível de Sebastião Lazaroni no Mundial de 90, essa é a pior seleção que vi jogar. Não existiu conjunto nem entrosamento, sobrou vaidade pessoal (todos queriam quebrar recordes pessoais), faltou garra, força de vontade e comprometimento. Os jogadores falavam na semana passada que não aguentavam mais a rotina de treinos (eles treinaram?), hotéis e viagens e sentiam saudade de suas casas. Alguns jogadores chegaram à Alemanha visivelmente fora de forma. Cafu e Roberto Carlos, os donos da seleção, exigiam a titularidade. Ronaldo só jogou para bater o recorde gols. Como jogador, Ronaldinho Gaúcho é um excelente malabarista, pois a toda hora posava para as fotos controlando a bola. A seleção só jogou contra equipes inexpressivas antes e durante a Copa. Afinal, é fácil jogar com Lucerna FC, Nova Zelândia ou Japão. Quando enfrentou a França, um time mais organizado, deu no que deu. E Parreira, além de teimoso, é irritante em suas entrevistas (só ele não vê o que todo o País vê).
Aquele abraço
Pena que a foto da agência francesa não mostra Robinho de frente nesse abraço que deu em Zidane após o jogo. Robinho foi correndo em direção ao francês, sorrindo, para cumprimentá-lo pela vitória. O Brasil perde, está eliminado e o cara está todo contente? Esse é o retrato de um time (quase todos os jogadores) descompromissado com sua Nação. Infelizmente.
Para esquecer
Para você, amigo leitor, olhar bem quem são esses 11 jogadores que envergonharam o País em mais um fracasso diante da França. Espete alfinetes, rabisque, rasgue, extravasse sua raiva contra esse bando de incompetentes.
No mesmo balaio
À exceção de Dida, Cicinho, Juan, Lúcio e Robinho, que foram os únicos que lutaram e botaram o coração na ponta da chuteira, o resto da seleção pode ir para a lata de lixo. Até o Kaká, que começou bem a Copa da Alemanha, foi abduzido pelas ''estrelas'' da equipe e amarelou contra a França.
Boa, Juca!
De todos os comentários que li e ouvi no final de semana, o melhor foi do Juca Kfouri: ''O Roberto Carlos é ridículo''. Assino embaixo.
Papo de leitor
Todos estão indignados com mais um fracasso da seleção brasileira. Destaco dois e-mails dos leitores sempre atentos com o futebol brasileiro.
- Elogio e profecia
''Parabéns à equipe da Folha de Londrina pela cobertura da Copa. Matérias completas, colunas, comentários e edição vistosa, aliás tudo o que faltou para a seleção brasileira. Fica claro agora o despreparo do Parreira e a real importância do Romário em 1994. A experiência de 1966 foi repetida, não houve aprendizado, jogadores velhos, inoperantes em seus clubes há mais de um ano escalados no time titular. Os laterais mancharam sua biografia e despediram-se de forma vergonhosa da seleção brasileira. Pelé, o maior de todos, previu o vexame, nem precisava ser ele, todos já percebiam que as coisas na seleção estavam obscuras. Romário disse que Pelé calado é poeta. Digo que o Pelé falando foi profeta''.
André Galvão (Londrina)
- De joelhos
''Temos o melhor material humano? Acredito que sim. Mas talvez por conta disto temos os problemas que nos impedem de sermos campeões ao natural. Talvez a Nike, talvez o Guaraná Antártica, Vivo, cartolas, CBF ou outros tenham sido os culpados de uma campanha tão ridícula a ponto de apontarmos Dida, Lúcio e Juan como os melhores (são jogadores medianos e ponto final), de jogarmos no fogo Ronaldinho Gaúcho (o melhor jogador do mundo, e ponto final), de privilegiarmos o Ronaldo Fenômeno (agora sim, podemos chamá-lo de fenômeno, pois com 98 quilos é titular e ponto de referência da seleção). Vaias para o Parreira, um técnico que só entra na seleção pelas portas dos fundos (deu sorte que no período entre Copas a seleção acumulou vitórias, pois senão seria o flanelinha de alguém capaz). Estou de luto''.
Cléverson de Almeida Jorge (Londrina)


