Este começo de trabalho de Oswaldo de Oliveira no comando do Santos tem um quê de "esquizofrênico". O termo vem entre aspas para deixar claro que não é uma mensagem negativa, pelo contrário. A tal "esquizofrenia". deve-se ao fato de ser um time que já aplicou três goleadas de cinco, com atuações que uniram velocidade, dinâmica e toque de bola, uma única derrota, também de goleada, e algumas apresentações tíbias, engessadas.
No meio de tudo isso, então, temos o melhor ataque do campeonato, graças a essa tríplice goleada e ao privilégio que o técnico dá ao setor ofensivo (atitude que coaduna com o desejo histórico do torcedor santista). Porém, como explicar que também seja o time que mais desarma na competição? Arrisco dizer que, afora avalia ções táticas, é uma equipe que tem pegada, sangue, vontade de vencer. Não à toa, também comete muitas faltas e recebe cartões. Agana às vezes desmedida. O novo estilo Oswaldo, que inflama, gesticula, por ordens médicos ou não, pode dar sua contribuição. Damião e Cicero, não muito bons em roubar bolas, a todo momento se esforçam na marcação.
Os laterais marcam muito, têm um papel vital. Vejam que Mena é o líder de desarmes da equipe. Com esse desenho, a defesa, mesmo desfalcada dos dois titulares, não fica sobrecarregada. Tudo isso é trabalho do técnico, esse profissional que, se de fato talvez esteja supervalorizado na Brasil, tem sim muita importância. Oswaldo é exemplo. A citada .esquizofrenia. produz uma equipe mais completa, que ataca com voracidade e defende com volúpia. O caminho é iluminado!

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