PAPO COM PERDIGÃO
Arranhada com os recentes casos de problemas extracampo de alguns de seus jogadores, a NFL se mexeu para diminuir os danos e voltar a se mostrar bem para o mundo.
As medidas para evitar prisões ainda são vagas, mas a liga sabe que terá de investir pesado em programas anti-violência. E o fará, já que há dinheiro (quase sobrando).
Para o mercado internacional, as medidas de expansão da NFL continuam em alta. Ontem, mais um jogo em Londres. A cidade inglesa recebe uma partida da temporada regular desde a temporada de 2007. Ali, a liga se preparou muito para causar boa impressão após o fracasso da NFL Europa na década anterior.
Conseguiu. E neste campeonato serão mais dois jogos na capital inglesa. Vira e mexe se fala em levar uma franquia para Londres.
É um sonho distante. Mas não impossível pelas distâncias. Uma viagem da Costa Leste americana para a Oeste dura quase o mesmo tempo do que para Londres. Seria uma logística difícil, é verdade. Mas, repito, longe de ser impossível.
Além da Inglaterra, outros países estão na mira da liga: Alemanha e Brasil. O primeiro teve a única franquia de relativo sucesso nos tempos da NFL Europa. O futebol americano é forte por lá e faz sentido a escolha por se investir nos alemães.
O Brasil já chamou a atenção dos executivos americanos há tempos. Até oito jogos de uma rodada que tem no máximo 16, são transmitidos ao vivo por aqui. Para o americano conseguir isso, só no pay per view.
Mark Waller, executivo da NFL designado para a expansão, citou o Brasil como próximo passo de um plano de 15 anos (sete deles já se passaram). O mercado aqui é bom, apesar da economia ter esfriado. Há um público muito fiel e louco por essa atenção. A equação é simples. E a liga não costuma perder essas chances. ANFL já tem postado nas redes sociais em bom português. Um jogo é possível. E em um futuro próximo...





