PAPO COM PERDIGÃO
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014
THIAGO PERDIGÃO 
A semana foi difícil para os amantes da NFL. E logo depois da primeira rodada, após seis meses de longa espera por um jogo oficial.
Ray Rice, um dos principais jogadores da liga, acabou suspenso indefinidamente após um vídeo mostrando ele agredindo sua noiva, hoje esposa, ter sido divulgado pelo site TMZ. Rice deu dois socos na mulher, que acabou desmaiando. A NFL e o Baltimore Ravens correram para punir o jogador, que não tem mais contrato com a equipe.
Tudo muito bonito... No discurso. Já se sabia, quando um vídeo com imagens fora do elevador onde ocorreu o incidente apareceu, que havia sido algo grave. Mas a NFL "torceu" para mais nada sugir e suspendeu o jogador por patéticos dois jogos. A liga disse que tentou ter o segundo vídeo, mas não conseguiu. Como não?
Depois, outro escândalo com a prisão de Adrian Peterson, outro craque, por agressão a seu filho. Há tempos a atitude dos jogadores é um grande problema para a NFL. Há um ano, Aaron Hernandez, jogador de destaque, foi preso por homicídio. O caso mais grave entre os muitos jogadores presos por brigas domésticas ou por dirigirem bêbados, "comuns" durante o período sem jogos (fevereiro a agosto).
É um problema social grave. Jovens, muito deles de famílias pobres, "do nada" assinam contratos milionários. Com 20 e poucos anos e sem nunca terem ganhado muito dinheiro, conseguem milhões de dólares.
A NFL é responsável, assim como as universidades, que formam esses jogadores em troca de estudo. Também ganham milhões com mão de obra bem "barata", já que os atletas não podem ter salários.
É ruim para o esporte e pior ainda para a vida desses jovens. A liga tão milionária e organizada, precisa parar de cuidar apenas dos jogadores. Punir é importante, mas é a última coisa a se fazer, já que quando se chega a isso, o ato já aconteceu. Passou da hora de um programa que atenda a esses jovens. Dinheiro tem. E seria um grande exemplo para todos.


