Dia 28 de junho deste ano. A Seleção Brasileira se prepara para a disputa de pênaltis contra o Chile, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
De repente, as câmeras no Mineirão focalizam o zagueiro Thiago Silva aos prantos, rezando de forma desesperada, não compatível com o comportamento esperado para um capitão, que deveria estar dando força aos companheiros ou pegando a bola para fazer uma das cobranças. Ali, naquele momento, o "monstro", como a torcida do Fluminense acostumou- se a chamá-lo, manchava tudo de bom que já tinha feito no futebol.
Zagueiro de técnica refinadíssima, com passagens por grandes clubes do futebol mundial e um dos nomes incontestáveis da Seleção de Felipão, Thiago Silva não tinha direito àquele choro. Por mais que dias depois alegasse que chorar faz bem para ele, por mais que citasse Ayrton Senna e Oscar como exemplos de outros "chorões" de nosso esporte. Ao capitão se cobra uma liderança que não foi vista na Copa.
Desde daquele 28 de junho, já se passaram quase cinco meses, mas o choro de Thiago Silva não termina nunca. Ao se apresentar para o amistoso contra a Turquia, na semana passada, o zagueiro, agora reserva de Miranda na Seleção, admitiu ter "medo de entrar, pois, se a equipe levasse um gol, ia todo mundo falar".
Não bastasse isso, ontem, o jogador, que está no grupo que enfrentará a Áustria, amanhã, se disse chateado com a comissão técnica e com Neymar por ter perdido a braçadeira de capitão. É o fim da picada! Onde já se viu capitão no banco de reservas? Quem enganou Thiago Silva falando que a braçadeira era dele? "Parece que tiraram uma coisa que lhe pertencia", desabafou, quer dizer, "chorou" o zagueiro.
Se ele está esperando que o Dunga lhe dê satisfações, esqueça. Neymar é muito mais líder, muito mais capitão. Thiago Silva, peça para sair! É melhor! De mico na Seleção, já basta o 7 a 1 para a Alemanha!

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