Muito vem se falando em renovação do futebol brasileiro após a humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo. E a CBF tratou de fazer mudanças no comando da equipe principal, mas trouxe velhos conhecidos e apostou em um técnico que já passou por lá. Bem, vamos lá... Estão pensando no fim, não no início e no meio. Sim, a Seleção Brasileira deve ser a reta final de um trabalho que deve ser feito pensando em um produto chamado futebol brasileiro. E isso envolve categorias de base, infraestrutura, marketing, gestão, clubes, estádios e uma série de fatores que podem transformar o esporte no que o torcedor, de fato, espera. O torcedor, não. E sim o consumidor. Afinal, tudo hoje é feito se imaginando um retorno financeiro, seja por bilheteria, venda de produtos licenciados ou patrocínios e cotas de TV.
O que adianta ter uma Seleção bem administrada se o futebol no país, como um todo, está pobre? Pobre de talentos, de perspectiva, de calendário e com clubes beirando o abismo? Não seria mais justo jogar limpo, e começar do zero para fazer um trabalho a médio e longo prazo? Claro, sabendo que isso poderia sacrificar resultados imediatos na Seleção Brasileira. A Alemanha faz um ótimo trabalho em todas as esferas citadas acima. O foco, evidentemente, é o título mundial. Mas o objetivo é ter sempre equipes competitivas e com a renovação garantida. Prova disso é que a campeã do mundo teve três jogadores anunciando aposentadoria após a Copa: Klose, Lahm e Mertesacker. Sendo que os dois últimos têm idade para disputar a Eurocopa de 2012, com 30 e 29 anos, respectivamente.
Preocupação? Nenhuma. Afinal, o time sub-19 da Alemanha acabou de ganhar a Eurocopa da categoria. O país vai ganhar tudo? Não, imposs ível. Mas dessa forma, com uma liga forte (a Bundesliga), excelência em gestão e fortalecimento da base, a seleção principal colhe os frutos.

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