PAPO COM ANDRADE
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de maio de 2015
BRUNO ANDRADE<br>[email protected] 
Eliminações para o Palmeiras e para o Guaraní na semi do Paulistão e nas oitavas da Libertadores, respectivamente. O que aconteceu com o Corinthians, dono (merecidamente) do melhor time do futebol brasileiro no começo da temporada? A equipe de Tite não só acreditou nos diversos elogios como também se acomodou em cima deles. Erro fatal.
Maratona de jogos? Direitos de imagem atrasados? Guerrero com dengue? Tudo isso influenciou na drástica queda de rendimento, é verdade, mas a resposta está mesmo na falta de tesão dos jogadores e também na insistência no 4-1-4-1, que hoje nem de longe lembra a tática dos primeiros jogos do ano.
O Corinthians parou de jogar bola nas última partidas e, com isso, jogou fora a oportunidade de ter um primeiro semestre brilhante. E Tite não conseguiu encontrar uma nova formação ofensiva para voltar a encantar torcedores e imprensa. Teve tempo para isso, vale ressaltar.
Elias já não penetra mais de surpresa na área, Fagner parou de apoiar com qualidade na ponta, Renato Augusto e Jadson têm deixado a desejar na armação e Guerrero, cada vez mais isolado na frente, tem finalizado cada vez menos. Assim fica difícil manter o posto de principal time a ser batido no Brasil.
Mas nem tudo está perdido. O Corinthians ainda tem elenco (o melhor do país, na minha opinião) e, acima de tudo, treinador para recuperar a boa fase. Ganhou os dois primeiros confrontos no Brasileirão (1 a 0 em cima de Cruzeiro e Chapecoense), mas não convenceu. Longe disso. Foram duas vitórias magras com um futebol sofrível.
O grupo corintiano precisa urgentemente descer do salto alto e o comandante necessita para ontem buscar mais alternativas para montar a equipe titular. Se as mudanças forem realizadas, a equipe paulista tem tudo para se consolidar como a principal favorita aos títulos da Copa do Brasil e do Brasileirão.


