PAPO COM ALE ABATE
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
ALESSANDRO ABATE 
Sergio Carnielli, presidente de honra da Ponte Preta, deu uma entrevista polêmica em Campinas dias antes do jogo que garantiu ao clube o acesso à Série A do Brasileirão, conquistado após a vitória por 2 a 0 sobre o Bragantino no último sábado. O homem forte da Macaca acha que foi um erro o time ter ido longe na Sul-Americana do ano passado, perdendo na final para o Lanús (ARG), mas mas acabar rebaixado no Campeonato Brasileiro.
Segundo Carnielli, se não fosse o aporte financeiro feito por ele mesmo, que é um empresário bem sucedido do interior paulista, a Ponte poderia estar brigando para não cair para a Série C, já que não tinha condições financeiras de montar um elenco forte para a competição.
Analisando pelo lado racional ele está correto, mas o que seria o futebol sem o lado passional? O vicecampeonato da Sul- mericana foi uma das melhores coisas na memória do pontepretano. Projeção internacional, vitórias históricas como nos confrontos com o Vélez Sarsfield (ARG) e São Paulo - e o resgate do orgulho de torcer para o clube são motivos que podemos ressaltar.
A torcida voltou a se identificar com a Macaca e se reaproximou do Moisés Lucarelli. Esse engajamento também pode ser convertido em grana, é uma ferramenta de marketing com muitas oportunidades.
Tanto que mesmo com o início difícil na Série B deste ano, antes da chegada do treinador Guto Ferreira, a auto-estima pontepretana ainda estava aflorada com otimismo e se agigantou em uma incrível sequência de triunfos até o acesso.
Sergio Carnielli é o grande responsável por transformar um clube quebrado em uma potência do futebol paulista nos últimos anos. Porém, a Ponte merece mais do que entrar todos os anos com o objetivo de apenas não cair para a Série B, como ficou implícito no discurso do dirigente. Um time de futebol vive de glórias, conquistas e emoções. Mesmo que isso custe caro.


