A polêmica envolvendo os naming rights do estádio do Palmeiras, comprado pela Allianz pelos próximos 20 anos por R$ 300 milhões, teve mais um capítulo bizarro na primeira rodada do Brasileirão, quando letreiros com o nome Allianz Parque no anel inferior tiveram a marca da seguradora alemã tampada.
Segundo a WTorre, foi uma determinação da CBF, que não permite que marcas que não têm acordo de patrocínio com o Brasileiro sejam exibidas naquela posição, já que Globo e CBF consideram esses letreiros uma segunda linha de publicidade estática, sendo a primeira linha as placas ao redor do campo.
Ao meu ver, faltou pulso firme ao Paulo Nobre, presidente do Verdão, ao dizer que clube e a WTorre não têm poder de vetar a decisão. Allianz Parque não é o nome do estádio? Então por que aceitar veto do nome na transmissão pela TV ou em letreiros de indicação no local? Só a detentora de direitos televisivos e a federação podem ganhar dinheiro?
Essa é uma forma de manter clubes brasileiros falidos e totalmente dependentes da CBF. Quando se discute a profissionalização no marketing e inovação para a captação de novas fontes de renda, os que obtém algum sucesso são retaliados.
Isso sem falar que na hora de construir modernas arenas para a Copa do Mundo no Brasil o discurso era de viabilizar o lucro, afinal, muito peixe grande engordaria com a subida desses monumentos. Porém, passado o frenesi, agora parece crime divulgar os naming rights . Lembrando que o estádio do Palmeiras foi construído com investimento privado e não entrou na farra da Copa.
A resistência contra o Allianz Parque mingua ainda mais a esperança de outros clubes para obter esse tipo de patrocínio - e a sonhada venda do nome da Arena Corinthians fica a cada dia mais difícil.
Enquanto o lucro da CBF for mais importante do que o lucro dos clubes, nosso futebol continuará falido.

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