O São Paulo voltou com tudo após parada para a Copa do Mundo. Pena que esse ritmo alucinante e evolução tática só duraram um tempo da partida contra o Bahia, vitória por 2 a 0. Depois disso, o time de Muricy Ramalho não conseguiu desenvolver em campo o que se espera, considerando a qualidade do plantel.
E algo me chama atenção nas entrevistas concedidas pelo treinador após os fracassos. Ou Muricy justifica o placar enaltecendo o futebol da equipe, nos passando a impressão de que ele não deve ter assistido o mesmo jogo, ou o comandante detona tudo, como se não fosse responsável pela incompetência dos jogadores.
A impaciência de Muricy Ramalho com atletas, dirigentes, torcedores e jornalistas, se agrava a cada rodada do Brasileirão. Parece um complô, uma grande teoria da conspiração contra o indefeso treinador, que sabe tudo - a vasta lista de títulos conquistados no currículo prova isso - e não precisa se reinventar.
Ao contratar Kaká, argumentei com meus colegas de redação que a chance do treinador se atrapalhar com tantas opções para as mesmas posições era grande.
Muricy não tentou adequar uma formação tática para utilizar o potencial máximo de suas estrelas, e não foi a primeira vez que sofreu com esse dilema em sua carreira. Para ele, quando o craque não se adequaao sistema, o treinador está isento de culpa em um eventual fracasso.
O Tricolor Paulista não tem uma defesa forte, isso está claro. Por mais que os jogadores do setor tenham qualidades técnicas, pecam no posicionamento e na hora de decidir as jogadas . o que também é responsabilidade de quem comanda. Desta forma, a tática de decidir os jogos nos detalhes, que consagrou Muricy Ramalho, não funciona. É preciso então um time que sufoque, que use a qualidade de Kaká, Ganso, Pato, Kardec e Luis Fabiano para marcar mais gols do que leva. E será que isso vai acontecer com Muricy?

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