Com 40 pontos, o Palmeiras é agora o time que se salvou do rebaixamento com a menor pontuação na história do Campeonato Brasileiro disputado por pontos corridos. Também foi a primeira vez que a pior defesa da competição - o setor palmeirense sofreu 59 gols - permanece na elite.
Nunca vi um esforço tão grande feito por uma equipe de futebol para trilhar o caminho da Segundona, mas dessa vez haviam muitas outras que se empenharam mais ainda para descerem de divisão. Criciúma, Botafogo, Bahia e Vitória acabaram premiados pela incompetência.
Os grandes momentos do Verdão nesse Brasileirão foram empates com Cruzeiro e Corinthians, quando a equipe de Dorival Júnior vencia e sofreu gols nos acréscimos, para desespero total de sua torcida. Após essa "melhora" na perspectiva de futuro, o Palestra sequer esboçou uma reação pelos próprios méritos, ficando a mercê dos outros resultados.
Após o empate com os reservas do Furacão, o garoto Victor Luis, que ainda pode ter um belo futuro pela frente com a camisa do Palmeiras, declarou de forma infeliz estar feliz com o objetivo conquistado. Isso na minha meritocracia não é conquista, é sorte para receber de bandeja! Na carona do "ganhou sem merecer ", Paulo Nobre foi reeleito por acharem que a oposição era pior, e não pelo que mostrou o presidente.
Porém, mesmo em um panorama tão triste, eu ainda salvaria uma coisa do ano lastimável que teve o clube em 2014, quando comemorou seu centenário sem muitas alegrias: A torcida que canta e vibra! Os palestrinos deram show na arquibancada, empurraram os jogadores mesmo quando não mereciam e derramaram litros de lágrimas, por desgosto ou alívio.
A Sociedade Esportiva Palmeiras ganhou outra chance de uma inspiração divina, ao melhor estilo Ademir da Guia, e da ajuda de todos os Santos, inclusive o da baixada santista.
Agora é vida nova! Ou não...

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