Se tem alguém que não quer ver o ano de 2012 terminar tão cedo, este cara é Gilberto Papagaio. "É o melhor ano da minha carreira, com certeza", afirma o treinador do Cincão Esporte Clube. Também pudera. Uma análise rápida sobre a trajetória do comandante desde janeiro basta para explicar o porquê da frase acima.
São três clubes e "praticamente 100% de aproveitamento", como gostam de analisar os próprios treinadores. O primeiro foi o Arapongas, no qual era o auxiliar do técnico uruguaio Darío Pereyra. Papagaio saiu antes, ainda no primeiro turno, mas o clube alviverde terminou como campeão do interior e garantiu pela primeira vez sua vaga num torneio nacional, a Série D.
Na sequência, o técnico com apelido de pássaro assumiu o Cincão Esporte Clube. Fez uma bela campanha e conseguiu o acesso do caçula do futebol londrinense à primeira divisão. Semanas mais tarde, o Alvirrubro da Zona Norte de Londrina perdeu a vaga no tribunal, mas a campanha não será esquecida tão cedo no clube. Através de uma parceria com o Cincão, ele ainda assumiu o PSTC e...outro acesso, desta vez da terceira para a segunda divisão estadual.
Segredo? Nenhum, segundo ele próprio. "Acredito que seja a manutenção de um grupo de jogadores. Era um grupo que não era conhecido, mas a gente viu qualidade, deu confiança, e aos poucos, eles (jogadores) foram retribuindo tudo isso em campo", conta. "Eu também procuro ser bastante transparente com meus jogadores e isso é muito importante também", completa, sem esquecer de agradecer a todos que trabalharam com ele em 2012. "Sozinho a gente não ganha nada".
Para 2013, Papagaio chegou a conversar com o presidente do Nacional, onde também fez um bom trabalho no ano passado, levando o clube rolandense ao quadrangular final da Segundona, mas desta vez não houve acerto. O comandante, no entanto, não está parado. Ele já trabalha com um grupo de jogadores do Cincão que vai vestir a camisa do Ceilandense no Campeonato Candango do ano que vem. "Já é o início do trabalho para o nosso grande objetivo, que é subir o Cincão para a elite em 2013", explica o técnico.
Assim como um jogador, o sonho de Papagaio é um dia trabalhar em um grande clube do Brasil. Mas o treinador de apenas 36 anos não tem pressa. "É um sonho claro, mas procuro viver cada dia de uma vez. Hoje tenho compromisso com o Cincão, com o presidente (Gilberto Ponce), que é um dos responsáveis por este sucesso, e meu pensamento é sempre fazer o melhor por onde eu passo. Um dia vai acontecer", finaliza.

mockup