Belo Horizonte - A suposta falta de criatividade dos torcedores da seleção brasileira se tornou assunto quase tão comentado quanto as partidas da Copa do Mundo. Por isso, papéis e panfletos foram distribuídos nas proximidades do estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, neste sábado, com a sugestão de músicas a serem cantadas no jogo entre Brasil e Chile. Isso já havia ocorrido na partida contra Camarões, em Brasília, na última segunda-feira.
A iniciativa foi tomada por pessoas comuns, mas um dos patrocinadores da seleção também encampou a ideia e aproveitava a sanha por novas músicas nos estádios. Afinal, nos três primeiros jogos na fase de grupos da Copa e neste sábado imperou o conhecido canto "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor", que empolgou os torcedores nos estádios. Nos momentos mais difíceis do jogo, a torcida cantou o Hino Nacional.
Com a distribuição dos panfletos no portão principal do Mineirão, torcedores tentavam puxar músicas para embalar a seleção. Algumas delas eram adaptações de canções conhecidas, como Pelados em Santos, do grupo Mamonas Assassinas, também adotada nos estádios por torcedores de vários clubes brasileiros.
Mas as músicas que mais empolgavam os torcedores eram aquelas que achincalhavam o ex-jogador argentino Diego Maradona ou o Chile, adversário das oitavas de final.
A torcida brasileira era grande maioria dentro do estádio. Cerca de 50 mil dos 58 mil lugares. Aos chilenos, restavam poucos "blocos" concentrados atrás de um dos gols. Quando as duas seleções estavam alinhadas, no momento do hino, a torcida brasileira se comportou mal e vaiou quando o chilenos começaram a cantar seu hino à capela.
Fora do Mineirão, muita provocação. O professor de educação física Eron Waltrick, de Jaraguá do Sul (SC), queria mesmo era "secar" os chilenos. Para isso, exibia um cartaz com a frase "Mick Jagger é do Chile" e uma foto gigante do roqueiro. "Ele é um conhecido pé-frio", disse.

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