Pandemia faz Cruzeiro adiar viagem
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segunda-feira, 06 de julho de 2009
Folhapress 
São Paulo - Preocupado com a pandemia de gripe suína, que tem na Argentina um dos seus maiores focos, o Cruzeiro adiou sua viagem para La Plata, onde começa a decidir amanhã a Taça Libertadores, contra o Estudiantes. O time mineiro planeja deixar o Brasil hoje, mas não descarta viajar apenas no dia partida.
Nós sairíamos daqui de Goiânia em um voo de carreira na segunda-feira, treinaríamos lá na segunda e na terça para jogar na quarta, e voltaríamos na quinta. Era o procedimento normal. Dentro das notícias que vieram, passamos essa saída para terça-feira, em voo fretado, direto para um hotel, um andar todo disponibilizado para o Cruzeiro, toda segurança no que diz respeito à higienização, disse o diretor de futebol cruzeirense, Eduardo Maluf.
Agora já existe uma possibilidade de irmos no dia do jogo, porque quanto mais exposto você está lá, mais perigoso é. Só que você não pode mudar uma programação normal do futebol para ir a um lugar em que há risco. Acho que ninguém vai sair daqui tranquilo, adicionou.
Na sexta-feira, o ministro da Saúde da Argentina, Juan Manzur, assustou o mundo ao afirmar que o número de casos de infecção da doença poderia passar dos 100 mil. O número de mortes confirmadas no país é de 60.
La Plata é a capital da Província de Buenos Aires, a mais atingida pela pandemia. A região decretou na quarta emergência sanitária devido ao avanço da doença.
A situação argentina fez o Cruzeiro pedir à CBF que encaminhe à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) um pedido para que autoridades sanitárias da Argentina analisem se a cidade-sede do Estudiantes realmente tem condições de receber a partida.
O clube mineiro ressaltou que não quer tirar o mando de campo do clube argentino. Assim, uma das opções seria adiar a data da decisão. A medida foi adotada nas oitavas de final, quando o México era o principal ponto da pandemia - posteriormente, os clubes mexicanos se retiraram da competição por não concordarem com a forma como a entidade sul-americana lidou com a situação.
Não estamos querendo tirar mando de jogo de ninguém. Queremos que a Conmebol tenha o mesmo princípio de avaliação quando existiu esse surto de gripe na Cidade do México. Independentemente do clube e da situação, naquela ocasião ela primou pela integridade dos atletas. No nosso entender, a situação hoje é muito caótica, concluiu Maluf.


