São Paulo - O Panathinaikos está interessado no zagueiro Edmílson, um dos jogadores criticados pela torcida após a perda do título e da vaga na Libertadores. O time grego pagaria ao jogador US$ 500 mil (R$ 850 mil) de luvas e salário mensal de US$ 140 mil (R$ 238 mil), um pouco mais do que ele recebe hoje no Palestra Itália.
Ocorre que os gregos não estariam dispostos a reembolsar o Palmeiras pela transação fora de época, uma vez que Edmílson tem contrato com o clube até o fim da temporada de 2010. O Palmeiras teria de se contentar em apenas economizar o salário do atleta, que durante os próximos 12 meses bateria na casa dos R$ 2,5 milhões. Edmílson é dono de um dos maiores contracheques do clube de 2009. Perde apenas para Marcos e Vágner Love.
A sondagem dos dirigentes gregos, que tem no time o brasileiro Gilberto Silva, homem de confiança de Dunga, ainda não chegou ao novo procurador do zagueiro, José Fuentes, que passa férias em Sevilha, na Espanha. Mas mesmo não tendo nada nas mãos ainda, Fuentes mostrou-se entusiasmado com a possibilidade que se abre para seu cliente neste fim de ano.
''Não nos chegou nada, absolutamente. Mas se o Panathinaikos tiver mesmo interesse, eu tenho de escutar sua proposta com atenção'', disse o agente.
Edmílson terminou a temporada dizendo-se empenhado em se recuperar no Palmeiras e ajudar o time a conseguir seus objetivos em 2010. Sabe, porém, o tamanho da pressão que se desenha na próxima temporada. Na segunda-feira, faixas da torcida criticando a equipe foram vistas nas imediações do Palestra Itália.
Pegou mal
Edmílson foi quem condenou de forma mais veemente o comportamento da torcida aos incômodos episódios à véspera do fim do Brasileiro, como a emboscada ao ônibus que conduzia o elenco de volta a São Paulo após dias concentrado em Itu e as ameaças a jogadores, como Vágner Love, na fila do banco.
''Se algum amigo lá fora me consultar para voltar a jogar no Brasil, direi que não é uma boa'', disse Edmílson, referindo-se à violência desenfreada de torcedores, não só dos palmeirenses, mas de modo geral, contra jogadores de seus próprios clubes.
A proposta, caso ela se concretize nas próximas semanas, viria em boa hora e balançaria o jogador não fosse por sua desconfiança de receber em dia o prometido do Panathinaikos. As luvas seriam pagas numa única parcela, mas o atleta não gostaria de esperar dois meses para receber o salário de um.

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