Pan-Americano começa hoje à noite
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quinta-feira, 31 de julho de 2003
Agência Folha 
Santo Domingo - Diante das poucas alternativas que sobraram, o levantador Maurício, 34 anos, foi escolhido para ser o porta-bandeira do Brasil hoje, no desfile de abertura do Pan de Santo Domingo, marcado para começar às 20 horas de Brasília. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) optou por um atleta do vôlei, atual campeão da Liga Mundial, já que o nadador Gustavo Borges, brasileiro com maior número de medalhas na história dos Jogos Pan-Americanos, ainda não chegou à República Dominicana, e a ginasta Daniele Hypólito, queridinha do COB, compete amanhã.
Segundo Carlos Arthur Nuzman, presidente do comitê, ''se o Gustavo já estivesse aqui seria sem dúvida o principal candidato a levar a bandeira''.
Especialista em salto em distância e salto triplo, Maurren Maggi, outra que chegara a ser cotada para carregar a bandeira, já estava descartada por ter sido pega em exame antidoping.
Além disso, tinha o mesmo problema de Claudinei Quirino a delegação de atletismo não havia chegado a Santo Domingo até a tarde de ontem.
Como o iatista Robert Scheidt já levou a bandeira em Winnipeg, o COB resolveu ficar mesmo com o vôlei e, da seleção brasileira, Maurício acabou levando a melhor sobre Giovane.
''Fiquei surpreso, mas muito feliz. Foi uma homenagem muito bonita, já comecei ganhando o Pan'', afirmou o levantador. Com a escolha de Maurício, os brasileiros se tornaram a última delegação a definir o porta-bandeira. Algumas, como a Argentina, já tinha escolhido o seu há pelo menos duas semanas. Para o desfile de hoje, uma das maiores preocupações da delegação brasileira é com o forte calor, já que ontem os termômetros registraram 41 graus.
À tarde, enquanto havia cerimônia de hasteamento da bandeira brasileira na Vila, os atletas reclamavam que mal dá para sair na rua que todos começam a pingar. E pior: boa parte das instalações esportivas não contam com sistema de refrigeração. ''Com meus mais de 100 kg, dá para imaginar o que eu passo aqui'', comentou Rodrigo Artilheiro, lutador de greco-romano. Para amenizar o problema, pelo menos na Vila Pan-Americana, o COB comprou ontem 600 litros de isotônico.
Expectativa Além de Félix Sánchez, a República Dominicana aposta suas fichas para conquistar o ouro em Juana Ardedell, no salto em distância, e no judoca Vicbart Geraldino, cujos rostos também são exibidos em cartazes espalhados nos arredores dos locais de competição. A República Dominicana tem refeito, para baixo, sua estimativa de medalhas para o Pan.
Em 1993, quando Santo Domingo decidiu concorrer pela primeira vez para ser sede de um Pan, a idéia era conseguir 60 medalhas ao competir em casa. Já no ano passado, o Comitê Olímpico Dominicano passou a falar em 40 medalhas. Atualmente, a estimativa é de 30 medalhas. Dos esportes coletivos, os anfitriões apostam que o beisebol, o mais popular do país, fique entre os três primeiros.


