Palmeirenses promovem greve de silêncio
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segunda-feira, 12 de abril de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Os jogadores do Palmeiras envolvidos na polêmica sobre as baladas iniciaram ontem uma greve de silêncio. Enquanto o assunto não for esquecido, Diego Souza, Lúcio e Vágner Love vão evitar as entrevistas.
Ontem, mesmo com a insistência da assessoria de imprensa, os jogadores não quiseram se pronunciar, nem se o assunto fosse apenas a partida de amanhã, contra o Goiás, fora de casa, pela Copa do Brasil.
A atitude dos jogadores demonstra que o ambiente palmeirense continua carregado. Coube a Élson e Correa serem as únicas vozes do time após o treinamento. ''Só posso falar pelo Lúcio. Ele está certo em não falar nada. A resposta dele tem que ser dentro de campo. O Lúcio é uma pessoa humilde, e não um baladeiro. Mas isso não é o que alguns pensam'', defendeu Élson.
Correa não saiu em defesa de nenhum dos companheiros, mas garantiu que o ambiente dentro do grupo não é ruim. ''Eles ficaram muito chateados com o que aconteceu, mas o grupo já esqueceu tudo isso. Temos que pensar em jogar o nosso futebol e dar uma resposta para o nosso torcedor.''
A diretoria, porém, ainda não engoliu o que aconteceu e promete endurecer a vida dos atletas. Como adiantou Jair Picerni, na semana passada, uma série de normas estão sendo estudadas para punir quem for visto na noite.


