São Paulo - A ''mala preta'', dinheiro oferecido a uma determinada equipe como incentivo para superar outra, é mais um adversário do time do Palmeiras na luta para escapar da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro em 2003. Além do Vitória, os palmeirenses estão certos de que terão de superar os ''bichos extras'' oferecidos aos jogadores do time baiano por seus principais concorrentes ao descenso.
''Já vi (a mala preta) muitas vezes e acho que pode acontecer. Isso é uma rotina no futebol, a motivação por meio de dinheiro. Conheço vários episódios'', disse o treinador Levir Culpi.
O zagueiro Alexandre afirmou ter já recebido tal ''incentivo'' quando atuou por uma equipe amadora de sua cidade natal, a mineira São João Evangelista. ''Ganhei R$ 55'', lembra.
O paraguaio Arce diz jamais ter recebido gratificação financeira para vencer uma partida, mas afirmou estar ciente da existência do artifício. ''Já ouvi falar lá no Paraguai e aqui de casos de mala preta. Numa rodada com jogos tão decisivos como esta quaisquer que sejam os resultados sempre terá a dúvida sobre quem ganhou ou perdeu'', afirmou.
Até o próprio Palmeiras lançou mão do recurso da ''mala preta'' ao oferecê-la aos seus atletas, aumentando o bicho estabelecido para o torneio caso o time escape da Segunda Divisão. ''Eu já sei o que farei se receber esse dinheiro. Vou doá-lo para uma instituição de caridade da minha cidade'', disse Alexandre.

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