Palmeirenses evitam tripudiar o adversário
lembrando que o jogo foi totalmente atípico. "Tivemos sorte, competência e qualidade", avaliou. "A equipe jogou muito bem nos primeiros 15 minutos e foi beneficiado pelo fato do Corinthians ter perdido um gol certo logo após o primeiro gol." Os gols seguintes, segundo ele, desestruturaram o adversário e permitiram que a equipe imprimisse seu ritmo de jogo. No restante da partida, segundo Scolari, a equipe foi apenas boa. "O procedimento de alguns atletas, que depois do terceiro gol acharam que não era mais necessário fazer a marcação da maneira que foi inicialmente combinada, fez com que o time caísse um pouco de produção." Mas segundo ele, a equipe conseguiu se recuperar e garantir o resultado. "A gente sabia que com uma derrota praticamente estaríamos dando adeus às nossas possibilidades de classificação no Brasileiro, agora a gente só está a dois pontos do que estava dentro das nossas previsões para esta partida", completou o treinador. Quanto ao desentendimento com Rincón durante o jogo, o Scolari mostrou tranquilidade. "Ele falou algumas coisas sobre a minha mãe, mas como não falo espanhol não entendi, mas ele pode falar o que quiser porque eu só solicitei o cartão amarelo depois que ele deu uma entrada dura em um dos nossos jogadores." Para o volante Galeano, que foi improvisado na posição de zagueiro, a vitória sobre o Corinthians deve dar início a ciclo de recuperação do time no Brasileiro. "Acho que a partir de agora a tendência é da equipe crescer." Para o meia Zinho, a goleada não só fará o time melhorar de desempenho, mas dará moral ao grupo nos próximos jogos.Por Valéria Zukeran São Paulo, 12 (AE) - Mesmo após a goleada, os jogadores do Palmeiras evitaram hostilizar os do Corinthians após o jogo. "A gente não pode pensar em vingança e sim em ganhar de todas as equipes", disse o atacante Paulo Nunes. Segundo ele, a comemoração após o terceiro gol, quando o jogador repetiu a coreografia do grupo de Pagode Raça Pura, empresariada pelo corintiano Edílson, não foi provocação. "Já fiz várias coreografias de outras bandas, essa foi só mais uma." O técnico Luiz Felipe Scolari preferiu a cautela nos comentários





