Quando entrar em campo para jogar com o River Plate amanhã, em Buenos Aires, pelas semifinais da Libertadores da América, o Palmeiras estará defronte de um adversário desconhecido. Apesar de reconhecer que o River era desde o início um dos favoritos à conquista do título sul-americano, a maioria dos jogadores palmeirenses pouco ou nada sabe sobre a equipe argentina.
‘‘Não vi eles jogarem este ano. Sei que têm uns jogadores rápidos no ataque, e mais nada. Creio que o Luiz Felipe (Scolari, técnico palmeirense) tem suas cobras mandadas para observá-los. Vamos esperar que ele nos passe alguma coisa’’, revelou o zagueiro Cléber.
O meia Alex, outro que, questionado sobre os destaques do River, disse preferir ‘‘não citar um jogador só’’, alegou que a sequência de jogos que o Palmeiras vem tendo (o de amanhã será o sétimo em duas semanas) impediu um estudo mais aprofundado do rival. ‘‘Depois que soubemos que iríamos enfrentá-los já tivemos que jogar contra Flamengo e Inter de Limeira’’, declarou o meia, que poderá dar lugar a Rogério amanhã - como uma alternativa de fortalecer a marcação.
Para o meia Zinho, a escassez de informações sobre o adversário não será um grande obstáculo para o Palmeiras. ‘‘A filosofia do futebol argentino será sempre a mesma, e o importante é a postura do nosso time. Você não pode alterar muito o seu modo de jogar por causa do adversário.’’
Um dos poucos que tem familiaridade com o River Plate, o lateral-direito paraguaio Arce concorda com Zinho. ‘‘Acho que isso não vai atrapalhar muito, não. Mesmo quando o time não conhece, o professor (Scolari) sempre tem alguma coisa para nos passar.’’ De fato, o ‘‘professor’’ pretende mostrar aos atletas teipes com partidas do River e repassar informações obtidas com colegas argentinos - mas só deve fazê-lo hoje, véspera do jogo.
‘‘Como era que eu ia passar o teipe do River se me preparava para enfrentar outro time? Tive que passar teipe do Corinthians, do Flamengo, da Matonense’’, defendeu-se Scolari. O treinador disse conhecer bem o River desde o tempo que treinava o Grêmio. ‘‘Esperava que eles chegassem até aqui pela tradição da Argentina na Libertadores.’’ Scolari, que não comandou o time anteontem contra a Inter por causa de uma crise de sinusite, ainda estava abatido ontem, mas irá viajar a Buenos Aires. Ele deverá se submeter em junho a uma cirurgia para corrigir um desvio de septo (quebrou o nariz em 1978), causa do atual problema.
A Confederação Sul-Americana puniu ontem o lateral-esquerdo Júnior com dois jogos de suspensão pela expulsão contra o Corinthians. Assim, Júnior está fora das semifinais. Rubens Júnior deve ser o seu substituto.

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