São Paulo - Um dia depois de ser desclassificado do Campeonato Paulista, o Palmeiras teve uma tarde de ressaca como há muito não se via. O treino começou cerca de 1h15 após o horário previsto. O técnico Jair Picerni gastou esse tempo em uma longa conversa com os jogadores. Coube a Magrão, Marcos e Correia expressar o espírito do grupo depois de o time ter ficado de fora da final do Paulista. Nas entrelinhas, auto-críticas e recados que ficaram no ar, sem endereço certo.
Para Magrão, o time precisa recuperar o espírito da Série B -de ''defender como time pequeno e jogar como time grande'' - se quiser continuar a ser bem-sucedido. ''O Palmeiras é forte no conjunto. Nenhum jogador desequilibra a partida e as coisas saem quando todo mundo dá a mão'', lembra o volante.
''Está todo mundo magoado, triste e chateado. Mas futebol é assim: a gente tem de esquecer porque tem jogo de novo na quarta-feira e se ficar de cabeça baixa vai ser pior'', disse o goleiro Marcos, fazendo referência à partida contra o São Gabriel. Assim como Magrão, o jogador também garantiu que as polêmicas da semana não influenciaram no resultado. ''Mas notícia ruim nunca é bom'', disse o jogador para quem a tranquilidade que reinava há muito tempo no Palmeiras foi quebrada.
A diretoria do Palmeiras, que já não tinha se manifestado na semana passada quanto à polêmica sobre Vágner Love, também não se pronunciou sobre a decisão de demitir o médico Maurício Bezerra no domingo.

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