Agência Estado
De São Paulo
O embarque, na madrugada desta segunda-feira, foi para o Palmeiras a etapa final de uma preparação marcada por alguns desencontros, desmentidos e preciosismos. O vôo da delegação palmeirense tinha saída prevista para à 1h30, no vôo 838 da Varig, com destino a Nagóia. A delegação, com 39 pessoas – Alex e o preparador físico Carlos Pacheco já estão no Japão –, deve chegar amanhã às 14h30 (3h30 da madrugada). No dia 30, o Alviverde decide o título do Mundial Interclubes, em Tóquio, contra o Manchester United, da Inglaterra.
A preparação deixou a desejar. Tecnicamente, o time não se classificou para o playoff do Brasileirão e saiu em desvantagem nas semifinais da Copa Mercosul (perdeu quinta-feira para o San Lorenzo, 1 a 0, na Argentina). O Palmeiras também teve falhas administrativas que atrasaram o cronograma da viagem.
A primeira foi provocada pelo excesso de zelo do presidente Mustafá Contursi, que perdeu tempo negociando a quantidade de ingressos com a ISL, empresa de marketing esportivo que organiza o torneio. Cada time participante tinha direito a 500 ingressos, mas o Palmeiras queria 2.500 ingressos. Ao todo, 940 torcedores brasileiros compraram os pacotes turísticos e acompanharão o time na decisão.
Outro ponto de desgaste foi a realização ou não de um amistoso na China. O Palmeiras recebeu propostas para jogar naquele país antes da partida contra o Manchester. Por cotas milionárias – falava-se em US$ 400 mil por jogo –, a ISL autorizou o amistoso, mas um choque de opiniões entre o técnico Luiz Felipe Scolari, o diretor de esportes da Parmalat, Paulo Angioni, e o diretor de futebol, Sebastião Lapola, mostrou que a união entre clube e co-gestora não é tão coeso quanto se imagina.
O Palmeiras realizará apenas um jogo-treino. Será no dia 26, contra o Frontale Kawasaki.

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