São Paulo - Por muito pouco os torcedores não viram o Palmeiras entrando em campo de azul, na partida contra o Grêmio. Isso porque o volante Magrão organizou uma homenagem ao ex-zagueiro Serginho, do São Caetano, falecido no dia 27 de outubro durante o jogo contra o São Paulo.
Três dias depois, todos os atletas do Verdão iriam entrar em campo contra o tricolor gaúcho, em Pelotas, usando camisas do São Caetano. Porém, faltou consultar a diretoria alviverde.
Momentos antes da partida, um dirigente do clube percebeu a homenagem e vetou. A diretoria temia uma represália por parte da Pirelli, principal patrocinadora do clube, e principalmente da Diadora, fornecedora de material esportivo. As camisas do São Caetano são fabricadas pela Wilson, concorrente direta da empresa italiana.
O presidente Mustafá Contursi classificou como absurda a idéia da homenagem e, principalmente, sua relação com as demissões do preparador físico Walmir Cruz e do assessor de imprensa Guilherme Prado, há cerca de dez dias. Mas o LANCE! apurou que ambos sabiam da iniciativa dos jogadores e esse teria sido o estopim da insatisfação da diretoria com os dois.
''Isso é medíocre, um absurdo. Mais uma mentira que estão inventando'', esbravejou Mustafá.

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