Palmeiras vence e afunda o Corinthians
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domingo, 23 de setembro de 2007
Fábio Hecico<br> Agência Estado 
São Paulo - Cinco a zero. Este é o placar total do confronto Palmeiras x Corinthians no ano - foram três jogos, todos ganhos pelo time do Palestra Itália. Poderia ser apenas o resultado do jogo de ontem, tamanha a diferença técnica das duas equipes. Mas o 1 a 0 no Morumbi, gol do zagueiro Nen, acabou sendo suficiente para os comandados de Caio Júnior voltarem à briga por uma vaga na Libertadores e para devolver o arqui-rival à zona de rebaixamento do Brasileiro.
A dança do chileno Valdivia no fim do clássico, comemorando o resultado com sua torcida, serviu de continuidade ao apresentado em campo. O meia palmeirense tirou vários corintianos para dançar, driblou, deixou rivais sem ação, abusou da habilidade, como em toque maravilhoso de calcanhar. Para pará-lo, só com faltas.
Em 90 anos da história do confronto, mesmo nas goleadas, seja de qual for o lado, dificilmente um palmeirense ou um corintiano viu um duelo tão fácil como o de ontem. Mesmo quando uma equipe foi, no papel, mais fraca que a outra, a garra equilibrou o grande clássico paulista.
Ontem, não fosse o goleiro Felipe, o Corinthians teria levado uma das maiores surras de sua história. Mesmo com dores de cabeça e tontura por causa do forte calor (34 graus), o camisa 1 fez o que pôde para parar Caio, Leandro, Max, Nen e Martinez, todos dando trabalho em finalizações.
Não conseguiu, porém, segurar a cabeçada de Nen, já na segunda etapa. O camisa 14 apareceu aos 14 minutos para afundar o Corinthians na crise e reerguer o moral de sua equipe, abalada após a soma de só quatro pontos nos últimos cinco jogos. ''Temos grandes chances de atingir os 64 pontos e chegar à Libertadores'', disse o técnico Caio Júnior, que perdeu Valdivia para a visita ao América-RN, domingo.
O chileno levou o terceiro cartão amarelo. De qualquer modo, encarar o lanterna será uma grande chance de o Palmeiras se firmar entre os quatro melhores do torneio.
Ainda mais embalado por bater seu principal rival e fazer Vampeta sofrer nova indigestão (queria comer carne de porco). O Palmeiras mostrou, mais uma vez, que futebol se ganha na bola. Ao Corinthians, restam 11 rodadas. Ou muda de postura eu começa a se preocupar com Ponte Preta, Marília, Gama - rivais da Série B.
Marcos - Normalmente, todas as atenções se voltam ao autor do gol numa vitória em clássicos. Ontem, essa razão acabou sendo quebrada com a presença do goleiro Marcos no banco de reservas do Palmeiras. Pentacampeão mundial e maior ídolo da atualidade do clube, ele não poderia ter passado em branco após mais um triunfo sobre o Corinthians. ''Conversamos bastante, principalmente enfatizando que não poderíamos servir de escada para o Corinthians sair da crise'', revelou. ''Sabíamos na importância de um clássico. Que não haveria sossego se saíssemos derrotados.''
Marcos aproveitou para parabenizar o rival Felipe. ''Se não fosse ele, teríamos goleado.'' E, claro, o titular Diego Cavalieri. ''É um grande goleiro e ficar na reserva dele não é um demérito. Estou aqui para ajudar.''
EM SÃO PAULO
Palmeiras 1
Diego Cavalieri; Wendel, Nen (Edmílson), David e Leandro (Valmir); Pierre, Makelele, Martinez e Valdivia; Caio (Luiz Henrique) e Max. Técnico: Caio Júnior
Corinthians 0
Felipe; Iran, Fábio Braz, Betão e Carlão; Bruno Octávio, Vampeta (Carlos Alberto), Rosinei (Clodoaldo) e Héverton; Ailton (Arce) e Finazzi. Técnico: José Augusto
Estádio: Morumbi
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Público: 18.591 pagantes
Gol: Nen aos 14 minutos do 2º tempo


