São Paulo, 01 (AE) - Uma das principais estratégias do Palmeiras para a disputa do Mundial Interclubes, em 30 de novembro, contra o Manchester, no Japão, é ficar longe da agitação de Tóquio. A decisão foi acertada entre todos os integrantes da comissão técnica e passada à direção do clube, que, em 15 dias, deverá definir os detalhes da viagem. "O importante é podermos nos deslocar com facilidade entre o hotel e o campo de treinamento", diz o preparador físico Paulo Paixão, que, em 1996, ao lado do técnico Luiz Felipe Scolari, disputou a mesma decisão com o Grêmio contra o Ajax, da Holanda. A equipe gaúcha perdeu nos pênaltis. "Ficamos em Tóquio e tivemos dificuldades de acesso pela cidade."
O diretor de Futebol do Palmeiras, Sebastião Lapolla, explica que a programação ainda será analisada pelo presidente Mustaphá Contursi. "Estamos estudando várias propostas de clubes e empresas japonesas interessados em nos oferecer ajuda."
A equipe deverá ficar em Kashima ou Kashiwa, cidades pequenas, perto do Aeroporto Internacional de Narita. Além de hospedagem, transporte e campos de treinamento, os detalhes sobre alimentação e material esportivo já foram passados aos dirigentes em relatório da comissão técnica. O Palmeiras deverá deixar o País entre os dias 13 e 15 de novembro, após o fim da fase de classificação do Brasileiro.
Caso a equipe consiga vaga para a etapa final da competição, que será disputada durante a viagem ao Japão, o elenco será dividido em dois grupos: o principal vai enfrentar o Manchester e que o reserva ficará no Brasil. A fase decisiva da Mercosul será na mesma época. "Sou pago para classificar o time; o que vai acontecer depois é problema dos dirigentes", diz Scolari.
A diretoria do Palmeiras adquiriu 1,5 ingressos para a decisão
que serão revendidos aos torcedores, e estuda parceria com uma agência de turismo para fazer pacotes. A Parmalat, patrocinadora
recebeu uma má notícia da Toyota, organizadora do jogo. A marca italiana não pode aparecer na camisa palmeirense, por causa da exclusividade de publicidade dos japoneses. "É uma decisão que prejudica as empresas associadas ao esporte", diz Paulo Angioni
diretor da multinacional.

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