Palmeiras usará Marcos como exemplo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Agência Estado 
São Paulo - Rebaixado para a Série B, o Palmeiras vai passar por uma grande reformulação em todos os seus setores. Dentro de campo acontecerá a mudança mais radical e conflitante, já que a diretoria terá de montar um time pensando na Copa Libertadores e no Campeonato Brasileiro da Série B. Uma das prioridades é segurar os principais jogadores para conseguir ter uma base sólida na próxima temporada e, para isso, a direção palmeirense usa a história do ex-goleiro Marcos como exemplo.
A ideia é mostrar para Barcos, Wesley, Henrique e Marcos Assunção, os principais jogadores do elenco atual, que jogar a Série B não é um demérito. Como Marcos fez na outra queda palmeirense, há 10 anos. "Ninguém quer cair, ainda mais com o Palmeiras, que é uma marca muito forte. Não tenho o direito de falar pelo Marcos, mas ele foi um dos maiores ídolos do clube, passou por essa situação, não se desvalorizou e teve grandes conquistas", disse o técnico Gilson Kleina. Na época, o goleiro até recebeu propostas de clubes europeus, mas preferiu ficar.
Entre os astros do elenco palmeirense, a situação mais delicada é do atacante Barcos. Ele tem contrato até o fim de 2015, mas já manifestou a insatisfação em caso de rebaixamento, pelo medo de não ser mais visto pelo técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella. Já Wesley e Henrique têm vínculos até o meio de 2017 e possuem mercado até mesmo dentro do Brasil.
Quem vive uma indefinição um pouco diferente é Marcos Assunção. Seu contrato vence no final deste ano e ele ainda não se decidiu se vai continuar a carreira.
Tirone
O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, foi flagrado ontem na praia do Leblon, no Rio de Janeiro, poucas horas depois do rebaixamento da equipe alviverde para a Série B do Campeonato Brasileiro. A imagem deixou muitos torcedores irritados e o dirigente mostrou-se incomodado com a repercussão do fato.
"Fui ao jogo, sofri com o time e hoje (ontem) eu tinha uma reunião no Rio de Janeiro. Aproveitei e fiquei por aqui. Qual o problema? Tomei um banho de mar para desestressar. Se o jogo foi em Volta Redonda, no Rio, qual o problema eu aproveitar e dar uma passada na praia? Se o jogo fosse em Piracicaba, até poderiam reclamar de eu estar na praia. Mas foi no Rio. Ficar reclamando disso é maldade pura", reclamou o dirigente.



