Palmeiras testa reação em clássico contra São Paulo
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sexta-feira, 05 de outubro de 2012
Daniel Batista e Fernando Faro <br> Agência Estado 
São Paulo - Os 17 pontos que separam o São Paulo do Palmeiras na classificação sugerem um amplo favoritismo são-paulino no clássico deste sábado, a partir das 16 horas, no Morumbi. Mas a frieza dos números esconde o atual momento das equipes. O dono da casa ainda não apresentou uma regularidade digna de um time que ocupa o alto da tabela e o visitante chega fortalecido com três vitórias - duas no Brasileirão e uma na Copa Sul-Americana - sob o comando do técnico Gilson Kleina.
Se bater o São Paulo - e encerrar um jejum de dez anos sem vitórias sobre o rival no Morumbi -, o Palmeiras ultrapassa o Sport, chega à 17 posição e fica no limite da zona da degola. Hoje ninguém mais duvida de que é possível escapar do rebaixamento no Brasileirão.
O ânimo revigorado do adversário ligou o sinal de alerta nos são-paulinos, que não podem pensar em outro resultado que não a vitória para não perder contato com o Vasco na briga pelo G4. Caso vença o clássico deste sábado, somando a um tropeço vascaíno diante do Atlético-GO em Goiânia, o São Paulo terá a possibilidade de entrar na zona de classificação para a Libertadores no confronto direto da próxima rodada, em São Januário.
''Todo jogo contra o Palmeiras é complicado, independentemente da situação em que eles se encontram na tabela. Falamos de um clássico, de um grande time e sabemos que nunca teremos vida fácil. Precisamos estar ligados o tempo todo. Eles vêm em um momento de grande evolução com seu novo treinador. Acredito que será um jogo muito bonito de se ver'', analisou o lateral Cortez, um dos titulares do técnico Ney Franco no São Paulo.
A pressão já começou antes mesmo de a bola rolar. Os palmeirenses entraram com um protesto formal na CBF solicitando a troca do árbitro Paulo César de Oliveira, alegando que ele frequentemente prejudica a equipe. Temendo que as reclamações influenciem o árbitro, o São Paulo respondeu prontamente e criticou a atitude.
''O que foi feito pelo Palmeiras é coisa da década de 60, é mais antigo do que bola rolando. Todo esse 'bafafá' em relação ao árbitro é estratégia para influenciar a arbitragem. Ainda bem que é o Paulo, que considero um dos melhores árbitros do País e não será influenciado'', alfinetou Ney Franco.
Polêmicas à parte, o treinador do São Paulo resolveu abrir mão do sistema mais ofensivo e vai reforçar o meio-de-campo com o volante Wellington no lugar do meia Maicon. Lucas e Osvaldo atuarão mais recuados e caberá a Luis Fabiano, que volta de contusão, fazer os gols.
A baixa é o zagueiro Rhodolfo, que cumpre suspensão pela expulsão contra o Coritiba - Edson Silva fica com a vaga.
Do lado palmeirense, o projeto é conquistar no mínimo um empate para não quebrar a reação das últimas rodadas. Embora precise somar o máximo possível de pontos para não ampliar a angústia da luta contra o descenso, o julgamento é que somar ao menos um em território adversário não será mau negócio. ''O melhor resultado é fazermos nossa missão, seja com vitória ou pontuando. O São Paulo está na parte de cima da tabela e tem números muito melhores, mas estamos numa crescente'', afirmou Gilson Kleina, que não terá o zagueiro Thiago Heleno e o atacante Maikon Leite, lesionados.
EM SÃO PAULO
São Paulo
Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco
Palmeiras
Bruno; Artur, Maurício Ramos, Román e Juninho; Henrique, Correa, Marcos Assunção e Valdivia; Mazinho (Obina) e Barcos. Técnico: Gilson Kleina
Árbitro: Paulo C. Oliveira (Fifa-SP)
Estádio: Morumbi
Horário: 16 horas


