Palmeiras tenta ir à sua terceira final
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Agência Estado 
O Palmeiras pode chegar pela terceira vez na sua história às finais da Taça Libertadores da América. Uma vitória por dois gols de diferença sobre o River Plate, hoje, às 21h40, no Palestra Itália, deixa o Alviverde a um passo do título inédito sul-americano. Se vencer por um gol de diferença, a vaga será decidida nos pênaltis. O time argentino, que venceu o jogo em Buenos Aires por 1 a 0, na semana passada, depende do empate para se classificar. Em Assunção, Cerro Porte¤o e Deportivo Cali decidem a outra vaga (leita texto nesta página).
A equipe paulista, que foi vice-campeã em 1961 e 68, disputa sua nona Libertadores num clima de euforia, principalmente depois da vitória empolgante sobre o Flamengo por 4 a 2, em casa, na sexta-feira, pela Copa do Brasil. A vantagem do River Plate não assusta os torcedores, que segunda-feira esgotaram os 32 mil ingressos colocados à venda pela diretoria.
O técnico Luiz Felipe Scolari, no entanto, quer evitar que o clima exagerado de otimismo contagie seus atletas. O jogo deverá ser mais difícil do que o anterior, porque agora vamos enfrentar uma equipe disposta a se defender, prevê o treinador. O contra-ataque deverá ser a principal arma do adversário, e nossa atenção terá de ser redobrada. Os gols da equipe dependem muito dos atacantes Paulo Nunes e Oseas.
Cada um marcou três na competição, e pretendem ultrapassar o zagueiro Júnior Baiano, o artilheiro da equipe na competição com cinco. Paulo Nunes, autor de um bonito gol, de calcanhar, na vitória sobre a Matonense por 2 a 0, domingo, em Matão, pelo Campeonato Paulista, quer dedicar a classificação à torcida. Ela está jogando com o time.
Zinho, um dos mais experientes do time, também pede calma aos companheiros. O meia ressalta que o apoio da torcida será fundamental. Ele defendeu a diretoria do Palmeiras na marcação do jogo para o Palestra Itália, mesmo sabendo que no Morumbi haveria condição para levar mais torcedores ao estádio. Cada jogador ganhou dois ingressos da diretoria, Zinho pretendeu comprar três para o seu pai e dois amigos que viriam do Rio para assistir à partida, mas não conseguiu. Mas tudo bem, o estádio vai ficar bonito, só a favor do Palmeiras.
O meia também acha que o adversário vai atuar na retranca, mas ele ressalta que o River não sabe jogar na defesa. Zinho conta que os jogadores do Palmeiras assistiram a vários teipes da equipe argentina e chegaram à conclusão que o adversário tem dificuldade para atuar fechado na intermediária. Pelas informações que recebemos, eles devem atuar com um jogador no ataque, diz o meia. Isso pode ser bom para a nossa equipe, mas temos tomar cuidado também com a provocação que eles devem fazer durante a partida.
O técnico Ramón Díaz, do River Plate, preparou seus jogadores para suportarem 90 minutos de pressão. O River vai jogar fechado na defesa, com apenas um atacante fixo na frente. Dois jogadores fundamentais no esquema tático da equipe não vão jogar. O volante Astrada foi expulso em Buenos Aires e nem veio ao Brasil. Ele é o capitão da equipe, e sua influência sobre os companheiros vale mais pela capacidade de liderança do que pela técnica. Já o atacante Javier Saviola, de 17 anos, destaque da equipe na vitória por 1 a 0 na primeira partida, sofreu uma contratura muscular no jogo de sábado pelo Campeonato Argentino e não terá condições para jogar.
Outros desfalques são o volante Ramos, suspenso, e o meia Escudero, machucado. Vamos jogar com muita garra para superar a ausência desses jogadores, adianta o técnico Ramón Díaz. Ele reconhece que o River vai jogar retrancado. Temos a vantagem do empate e vamos procurar aproveitá-la, afirma.
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