Conter o clima de euforia e preparar o time do Palmeiras psicologicamente para o último jogo da Taça Libertadores da América contra o Boca Juniors, quarta-feira, no Morumbi. Essa passou a ser a maior preocupação do técnico Luiz Felipe Scolari depois do empate por 2 a 2 diante da equipe argentina na primeira partida da decisão realizada anteontem à noite no Estádio La Bombonera, em Buenos Aires.
As chances de o Alviverde ganhar pela segunda vez consecutiva a competição, igualando-se ao feito do Santos e São Paulo, aumentaram, mas Scolari quer os jogadores com ‘‘os pés no chão’’. O treinador deve armar um time mais ofensivo, para tentar pressionar o adversário. ‘‘Conseguimos o primeiro objetivo que era disputar a segunda partida pelos menos em condição de igualdade do adversário, com a vantagem de decidir em casa’’, afirmou o treinador, que pode conquistar pela terceira vez a Libertadores, sendo duas pelo Palmeiras e a outra pelo Grêmio.
O treinador pretende até ‘‘mexer’’ com a torcida para incentivar a equipe no sentido de fazer uma pressão semelhante ao comportamento dos torcedores do Boca no La Bombonera. ‘‘Se eles estavam com mais de mais 50 mil cantando e empurrando a equipe para a vitória, queremos ver o 75 mil torcedores do nosso lado no Morumbi com essa mesma vibração’’, ressalta Scolari.
O técnico do Palmeiras admite que o empate em Buenos Aires frustrou o Boca, que imaginava chegar a São Paulo no mínimo com a vantagem do empate. Scolari diz que a característica de jogo na próxima partida deverá mudar. Desta vez deverá ser o Palmeiras com mais iniciativa ofensiva do que o adversário. ‘‘Nossa filosofia de jogo no La Bombonera foi mais voltada para a parte defensiva, e, na próxima partida, imagino que o Boca deverá se retrair um pouco para explorar nossas falhas’’, imagina ele.
Sendo assim, o Palmeiras poderá ter o meio-de-campo com César Sampaio, Galeano, Alex e Pena, que teve pequena fratura na mão direita. No ataque, Euller e Marcelo Ramos. Com essa formação, Rogério deverá atuar na lateral-direita no lugar de Neném para deixar o time ainda mais ofensivo.
A maioria dos jogadores do Alviverde admitiu que a pressão da torcida do Boca, o clima do jogo, e o Estádio La Bombonera eram um dos obstáculos que o Palmeiras teria de superar. ‘‘Tivemos concentração e não perdemos a fixação no jogo, no esquema tático’’, afirmou o meia Alex, um dos destaques da equipe na partida.

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