São Paulo, 15 (AE) - Enquanto o técnico Luiz Felipe Scolari prepara a equipe do Palmeiras para o clássico contra o São Paulo
domingo, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, a diretoria diz que ficará de plantão para evitar que o Vasco arme alguma estratégia visando liberar Felipe para o jogo decisivo, quarta-feira no Rio, pela Taça Libertadores da América.
O lateral-esquerdo, considerado um dos principais jogadores da equipe carioca, foi expulso aos 39 minutos do segundo tempo da partida entre Palmeiras e Vasco, ontem no Palestra Itália, pelas oitavas-de-final da competição sul-americana. Assim, Felipe terá de cumprir suspensão automática no segundo jogo. Mas no Parque Antártica ninguém dúvida que o vice-presidente de Futebol do Vasco, Eurico Miranda, tentará garantir a escalação do atleta, como aconteceu na véspera da decisão do Brasileiro de 1997 entre Palmeiras e Vasco. Na época, Eurico Miranda conseguiu a absolvição de Edmundo, que havia sido expulso na primeira partida das finais contra a equipe paulista, numa reunião extraordinária do Tribunal Especial de Justiça Desportiva.
"É um direito do Vasco usar todos os recursos para contar com o atleta na quarta-feira", disse hoje o diretor de Futebol do Alviverde, Sebastião Lapola. "Vamos acompanhar o caso a distância, mas se o Palmeiras sentir que poderá ser prejudicado no episódio é claro que iremos agir."
Lapola dúvida que desta vez o Vasco tenha sucesso como aconteceu em 1997. O dirigente palmeirense explica que o caso será decidido pelo comitê disciplinar da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), no qual Eurico Miranda não tem tanta influência ao contrário do que ocorre no futebol carioca. O Palmeiras espera que o juiz Márcio Rezende de Freitas escreva no relatório que Felipe foi indisciplinado desde o início do jogo até o momento da expulsão. "Ele quis apitar a partida", afirmou Lapola.
Scolari quer esquecer o jogo contra o Vasco. O treinador achou o empate (1 a 1) como bom resultado e atribuiu à atuação do goleiro do time carioca Carlos Germano, o responsável pelo resultado. "Suas defesas influíram no resultado", disse Scolari, que vai voltar a pensar no Vasco a partir de segunda-feira. Sua atenção agora está voltada para o clássico de domingo contra o São Paulo. Será o jogo dos únicos times invictos no Paulista e vale a liderança isolada do Grupo 3.
O treinador estava hoje preocupado em dar apoio ao volante Galeano, que, ao ser substituído no segundo tempo por Rogério saiu de campo vaiado. Os torcedores acharam que o jogador foi culpado pelo gol de empate do Vasco ao perder a disputa para Donizete, que fez o cruzamento para Guilherme marcar o gol. "É um injustiça o que fazem com Galeano", reagiu Scolari. "É um jogador dedicado que todos os técnicos gostariam de contar com ele no time, até o Lopes (Antônio Lopes, técnico do Vasco)."

mockup