Palmeiras teme que Gareca não suporte pressão e peça demissão
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Daniel Batista<br>Agência Estado 
São Paulo - Após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, a situação do técnico Ricardo Gareca ficou ainda mais complicada. Ele conta com o apoio quase que unânime da torcida, conselheiros e até diretoria, mas a grande preocupação no clube não é com uma possível demissão, mas sim, que ele não aguente a pressão e peça para sair. O Palmeiras ocupa a zona de rebaixamento após 15 rodadas do torneio, com 14 pontos. O lanterna Coritiba tem 12.
Algumas atitudes de Gareca acionaram o sinal de alerta entre os dirigentes. Uma delas, foi o fato de comentar, depois da derrota para o São Paulo, no Pacaembu, que sua paciência e jejum tinha limites. Pessoas ligadas ao treinador revelam que Gareca anda triste e claramente acuado com tudo o que está acontecendo em seu trabalho, pois não consegue ver como pode fazer a equipe entrar nos eixos e deixar a parte de baixo da tabela.
O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, não cogita a possibilidade de demiti-lo. O treinador tem contrato até o meio do ano que vem. O problema é que os dois próximos jogos serão decisivos para Ricardo Gareca decidir seu futuro. Na quarta-feira, o time enfrenta o Sport, em Recife, e sábado, encara o Coritiba, no Pacaembu. Caso não tenha êxito nas duas partidas, as chances de o treinador deixar o Palmeiras são grandes.
Nesta segunda-feira, o elenco folgou e a reapresentação dos jogadores está marcada para a manhã desta terça-feira, na Academia de Futebol.
VALDIVIA
O meia Valdivia sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita. O jogador passou por exames nesta segunda-feira, em que foi diagnosticado o problema. O meia já está fora da partida contra o Sport, mas ficará de molho por mais tempo. Os médicos do clube não querem estimar o período de recuperação do atletas, mas já adiantaram para o técnico do Palmeiras, Ricardo Gareca, que ele não poderá contar com Valdivia nos próximos jogos.
Valdivia sofreu a lesão durante o clássico com o São Paulo, domingo, com pouco mais de 10 minutos de bola rolando. Aos 13 minutos de jogo, ele saiu de campo reclamando de dores no nariz, mas antes havia colocado a mão na coxa, num nítido sinal que de havia sentido a fisgada. Nesta segunda, foi constatado a fratura no nariz e a contusão muscular na coxa.


