São Paulo - O Palmeiras decide seu futuro na competição em que mais aposta nesta temporada sem poder contar com sua força-motriz. Ao entrar hoje no campo do Parque Antarctica, às 20h30, para enfrentar o Santo André, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, a equipe corre o risco de não contar, pela quarta vez consecutiva, com o meia Pedrinho.
O jogador tem sido o diferencial entre o bom e o mau rendimento do time em 2004. Nos campeonatos Paulista e Brasileiro, a presença de Pedrinho entre os titulares fez o time melhorar na maioria dos fundamentos auferidos pelo Datafolha. Dos 16 quesitos medidos, apenas em quatro deles a equipe do Parque Antarctica tem melhor rendimento sem o meia.
Com Pedrinho, o Palmeiras dribla mais (média de 17,9 por jogo, contra 13 quando não está em campo), arrisca mais lançamentos (8,2 contra 4), conquista mais escanteios (10 com o meia e 7 sem ele), finaliza mais (20,3 contra 17,5) e melhor (aproveitamento de 41,9% com o atleta e 37,1% sem).
A presença do meia tem sido tão fundamental que até a disciplina piora quando o titular não está em campo. Sem Pedrinho, a média de amarelos e vermelhos por jogo sobe de 2 para 2,75 e de 0,13 para 0,25, respectivamente. Até mesmo o setor defensivo sente a falta do jogador, cujas características são essencialmente ofensivas. Quando conta com Pedrinho o Palmeiras faz 135,7 desarmes contra média de 123,8.
Uma lesão na coxa esquerda é o motivo da provável ausência dele. Pedrinho chegou a treinar, mas sua escalação está praticamente descartada.



EM SÃO PAULO

Palmeiras

Marcos; Baiano, Nen, Leonardo e Lúcio; Marcinho, Alceu, Correa e Diego Souza (Pedrinho); MuÀoz e Vágner. Técnico: Jair Picerni

Santo André

Júnior; Da Guia, Dedimar e Gabriel; Romerito, Dirceu, Ramalho, Barbieri e Élvis; Sandro Gaúcho e Osmar. Técnico: Péricles Chamusca

Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho (SP)
Estádio: Parque Antártica
Horário: 20h30

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