São Paulo, 4 (AE) - O Palmeiras quer ficar o menos tempo possível na altitude de La Paz, na Bolívia. O time vai chegar à capital boliviana duas horas antes do início do jogo contra o The Strongest, marcado para quinta à noite, pela Taça Libertadores da América. Os fisiologistas do clube recomendam a adaptação imediata, para que os atletas não sofram tanto com os efeitos da nova condição atmosférica.
A última experiência da equipe com a atitude foi preocupante. O Palmeiras enfrentou o El Nacional em Quito, no Equador, a 2.600 metros acima do nível do mar. O time perdeu por 3 a 1 e mostrou baixa qualidade técnica. La Paz fica mais alto, a 3.600 metros. Por causa das condições climáticas, a oxigenação do sangue tende a diminuir e, consequentemente, a resistência dos jogadores também cai e a concentração de ácido lático aumenta, acelerando a fadiga.
O fisiologista Paulo Zogaib destaca que o ideal seria um período de adaptação de no mínimo duas semanas. Como isso não é possível, o Palmeiras vai optar pela adaptação imediata, chegando a La Paz quase na hora de o jogo começar. O time vai viajar amanhã para Santa Cruz de la Sierra, que fica ao nível do mar. "Alugamos 11 balões de oxigênio caso algum jogador sinta dificuldades de respirar", explica Zogaib.
O desafio dos médicos é orientar os atletas a não abusar das arrancadas durante a partida, sem, no entanto, colocar traumas na cabeça dos atletas. "O fator psicológico também é muito importante quando se joga na altitude", diz o fisiologista. O experiente César Sampaio indica como deve ser o comportamento do Palmeiras em campo. "Não podemos deixar a bola rolar nos primeiros 30 minutos de jogo, até que todo mundo esteja completamente adaptado às condições da altitude", comenta o volante. "Vamos ter de jogar com inteligência."
O goleiro Marcos lembra que a menor pressão atmosférica deixa a bola fica mais rápida, o que para ele pode ser um problema. "A bola vai estar ruim para eu defender, mas não acho que vai ser pior do que esta bola da Penalty que está sendo usada no Campeonato Paulista", ataca Marcos. "Ela tem pouca aderência; pode ser boa para quem chuta, mas é terrível para quem defende."

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