São Paulo - Depois da crise, o renascimento. Graças a seus próprios méritos, e também ao Goiás, o Palmeiras chega à última rodada com chance de vencer o Campeonato Brasileiro após 15 anos. Dois pontos separam a equipe de Muricy Ramalho do Flamengo de Andrade (64 a 62). O problema é o Internacional, com o mesmo número de pontos e uma vitória a mais (18 a 17).
Os 3 a 1 diante do Atlético Mineiro, ontem, no Palestra Itália, foi o penúltimo ato de uma equipe que enfrentou mais do que um rival em campo. O confronto com a desconfiança da torcida, após a derrota diante do Grêmio (2 a 0), e com os problemas internos - a demissão de Obina e Maurício - foi superado. A vaga na Copa Libertadores está a um ponto, algo que o Atlético não conseguirá mais. O time de Celso Roth caiu para o sexto lugar e ainda viu o Cruzeiro ultrapassá-lo.
O palmeirense fez sua parte - eram mais de 25 mil vozes empurrando o time. A equipe, também. O retiro em Itu colocou a cabeça do Palmeiras no lugar e carimbou o retorno de Cleiton Xavier. O meia, ausência mais sentida na reta final, tratou de abrir o placar quando o cronômetro chegava ao primeiro minuto: não desperdiçou o cruzamento de Deivyd Sacconi.
Dono das ações nos jogos, o Palmeiras levou um susto. Em rápida cobrança de falta, Diego Tardelli foi acionado por Eder Luís e empatou aos 12 minutos, passando a dividir a artilharia com Adriano, do Flamengo, com 19 gols.
A tensão da igualdade durou pouco e acabou com um lance memorável. Aos 16 minutos, Vágner Love partia sozinho para a meta adversária, após recuada errada da zaga atleticana, e Carini, corajoso, saiu da área para defender com os pés. Não contava, porém, com a precisão de Diego Souza: o palmeirense recebeu no meio-campo e arrematou de primeira no gol livre.
Faltava, apenas, a redenção do principal reforço do time. E até Vagner Love, aos 45 minutos, marcou o seu após receber pelo meio um ótimo passe de Deivyd Sacconi.
No segundo tempo, o Palmeiras apenas segurou o marcador e torceu contra os rivais -a torcida festejou os quatro gols do Goiás. E o time só não marcou o quarto porque o árbitro deixou de marcar um pênalti sobre o lateral Wendel, derrubado na área aos 21 minutos. Ainda deu tempo para Carlos Alberto, do Galo, ser expulso após atingir o mesmo Wendel.

EM SÃO PAULO

Palmeiras 3

Marcos; Figueroa, Maurício Ramos (Marcão), Danilo e Wendel; Edmílson, Sandro Silva, Deyvid Sacconi e Cleiton Xavier (Souza); Diego Souza (Ortigoza) e Vagner Love. Técnico: Muricy Ramalho

Atlético-MG 1

Carini; Carlos Alberto, Werley, Benítez e Thiago Feltri (Rentería); Jonílson, Renan, Márcio Araújo (Correa) e Evandro; Diego Tardelli e Éder Luís (Ricardinho). Técnico: Celso Roth

Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Estádio: Palestra Itália
Gols: Cleiton Xavier, a 1, Diego Tardelli, aos 12, Diego Souza, aos 16, e Vagner Love, aos 45 minutos do 1º tempo
Expulsão: Carlos Alberto
Público: 25.402 pagantes
Renda: R$ 583.961

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