Agência Estado
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ResolvendoViola voltou ao time palmeirense e deu muito trabalho à zaga gaúcha. Aqui o goleiro André leva a vantagem. Mas no final a vitória de 1 a 0 teve gol de ViolaO Palmeiras mostrou, ontem à tarde, no Morumbi, que não é mais aquele grande time, que até bem pouco tempo empolgava o torcedor e assustava os adversários. Além de entrar na semifinal do Campeonato Brasileiro sem o favoritismo de outros tempos, o time do técnico Luiz Felipe Scolari sofreu para conseguir vencer o Internacional de Porto Alegre (RS) por 1 a 0. O gol de Viola, surgido de uma jogada de bola parada, além de aliviar a torcida deixou também o time com os mesmos três pontos do Atlético (MG), pelo Grupo B.
A equipe mineira lidera o grupo, no entanto, por ter melhor saldo de gols. No sábado, vencera o Santos por 2 a 0. Além disso, o Atlético tem melhor campanha que os palmeirenses ao longo de toda a competição. O Palmeiras deixou claro em campo que, mais importante que um bonito futebol, é somar pontos para chegar à decisão. Depois de marcar o gol no início do segundo tempo, Scolari colocou o time na retranca para administrar o resultado.
A equipe gaúcha veio a São Paulo disposta a empatar. Jogou fechada, explorou contra-ataques, catimbou. No primeiro tempo, o Inter ainda acabou sendo beneficiado pela pouca inspiração dos palmeirenses. O lateral-esquerdo Júnior, preocupado em marcar o perigoso atacante Fabiano, pouco foi ao ataque no primeiro tempo. Pela direita, a inexperiência de Nenem - substituto do suspenso Pimentel - prejudicou as jogadas ofensivas pelo setor.
Na primeira etapa, o Palmeiras arriscou jogadas pelo meio, explorando a habilidade de Zinho e Alex, além de chutes de longa distância. O mais perigoso ocorreu aos 19 minutos, com Viola, obrigando o goleiro Alex a fazer difícil defesa. Mas o time não esteve bem colocado em campo, mostrou desorganização e cometeu vários erros defensivos. O Inter, tranquilo, foi perigoso nos contra-ataques, principalmente com o artilheiro Christian, e poderia ter aberto o marcador em diversas oportunidades.
O atacante Viola, que substituiu o machucado Oséas, deixou a torcida apreensiva no primeiro tempo. Mostrou, porém, o habitual oportunismo no momento mais importante da partida. Aos 5 minutos do segundo tempo, o volante Rogério cobrou falta pela esquerda e Viola desviou de cabeça para fazer o gol. Sorrindo, correu em direção à torcida e distribuiu beijos. Foi o sétimo gol do atacante no Brasileiro, igualando-se a Alex.
O gol trouxe ao Palmeiras uma empolgação que não durou mais de cinco minutos. O Inter, em desvantagem no placar, esqueceu a retranca e partiu para cima do adversário. Os palmeirenses, ainda perdidos em campo, deixaram o Inter crescer e assustar. A defesa esteve vulnerável, principalmente nas bolas altas. A dupla de atacantes Christian e Fabiano, no entanto, não estava em um dia feliz, para sorte do Palmeiras e de toda a torcida que foi ao Morumbi.
Celso Roth chegou a jogar com quatro atacantes, colocando em campo Silvio e Mabília, mas a cartada não surtiu efeito. Scolari, por sua vez, fechou o meio-de-campo, com as entradas de Marquinhos e Amaral, e deixou Viola isolado na frente. Esforçado, Viola ainda tentou alguns chutes e chegou a acertar uma bola no poste direito de André. Apesar de longe de um bom futebol, o Palmeiras conseguiu segurar o Inter e a importante vitória.
No fim do jogo, o volante Anderson, reclamando de uma cotovela, discutiu com o lateral Júnior. O clima ficou tumultuado, mas não houve troca de agressões. Nervoso, Christian deixou o campo lembrando os adversários que ainda terão pela frente a partida de volta. ‘‘Não sei porque ele reclamou; não recebeu pontapé de ninguém’’, comentou Scolari, técnico do Palmeiras. ‘‘Se eles querem guerrear, tudo bem; eu som bom nisso também’’, concluiu o treinador, em tom de ameaça.Palmeiras 1
Velloso; Nenem, Júnior II, Cléber e Júnior; Rogério, Galeano, Alex (Amaral) e Zinho (Vágner); Euller (Marquinhos) e Viola. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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